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terça-feira, 8 de maio de 2012

E quando a cria fica doente – Parte 2


Conforme vimos na parte 1, é possível identificar alguns males e doenças de maneira simples, evitando estardalhaços e saídas loucas de madrugada para o PS. Às vezes o bicho é menos feio do que pintamos.
Vou compartilhar com vocês algumas das minhas experiências nada prazerosas, mas que podem ser úteis. E para mostar que todas nós estamos no mesmo barco e enfrentamos perrengues parecidos.

A primeira vez que tive de lidar com a febre na Maria Luisa foi aos 10 meses. Quando falo isso muitas mães que conheço riem alto. O motivo da risada é de a primeira febre ter demorado tanto a aparecer. Acho que por isso eu fiquei tão desesperada.


Passou um dia, passaram dois dias e nada da febre desaparecer. Medicava com antitérmicos, mas não surtia muito efeito. A febre nunca baixava totalmente. Foi quase uma semana de febre e idas e vindas ao médico sem que nada fosse descoberto. Até que num sábado à tarde levei ao PS. Fiquei com ela em observação uma tarde inteira fazendo exames. No último exame, eis o diagnostico: infecção urinária. Culpei-me horrores, perguntei o que eu poderia estar fazendo errado, eu que sempre cuido tanto. E a médica simplesmente disse que muitas vezes é propensão, hereditariedade. Mamãe tem, filhinha com grandes chances de ter.  Pois é. Antibiótico.
Passado o susto, pouco depois os episódios de febre louca retornaram, mas desta vez o diagnóstico foi certeiro: amidalite. Fiquei tão horrorizada em saber que a Maria Luísa estava com amidalite que quase surtei. Para quem me conhece bem isso não é nenhuma surpresa, afinal quase morro com amidalites repetitivas até hoje.  E tome antibiótico e xarope. Tudo certo, curado.
Acho que umas duas semanas depois, às vésperas de viajar para São Paulo, eis que surge tosse e febre novamente. Dessa vez era a tal da bronquite. Ai como eu detesto trocas de estação. A coitadinha é toda alérgica como eu:  a tal da hereditariedade batendo na porta de novo.

Surtei e dei pulos quando soube que teria que fazer nebulização (ou inalação, como predferir). O que? Na minha filhinha? Passar tudo o que eu passei na minha infância? Chorei. Chorei litros. Até que nessas idas loucas ao pediatra você conversa com outras mães, e descobre que esses probleminhas são tão corriqueiros que chega a ser irritante. É hereditário, é o clima, é isso, é aquilo. Todo mundo tem uma explicação. E a nós, mães (e pais) cabe apenas aceitar. E dar o antibiótico certinho.

Quando a Maria Luísa fez um ano, fomos até a casa de uns amigos no sul do estado. Lá é sitio, então é tudo uma delícia. Mesa farta, leite direto da vaca, tudo fresquinho e natural. Tudo certo, se não fosse minha filha se atracar a comer nata. Ela comia pão com nata em casa, mas é lógico que eu nem imaginei que a nata pura do sítio (bem mais forte do que a gente compra em mercado) pudesse fazer mal a ela. No final do feriadão ela já estava com febre. Achei que era  um resfriado ou gripe, afinal estava muito frio.  Mas não era.
Diarreia, assaduras de ficar em carne viva, febre. Foram semanas e mais semanas entre pediatra, gastro e dietas para descobrir que ela tem colo irritável ao leite. Dos males o menor, o primeiro diagnóstico era alergia a proteína do leite. Pense um bebê de um ano não poder tomar leite nem derivados? É um problemão. Pesquisei muito sobre o assunto e descobri que é extramente comum. Infelizmente.

Minha gatinha toda agasalhada para o frio. Mal sabia eu que o frio era o menor problema

Hoje a alimentação da Maria Luísa é controlada. Qualquer excesso em leite, gordura, doce (ou todos juntos como no caso do brigadeiro e chocolate) a irritação volta. E com ela todos os problemas.

Mas não me queixo. Todos estes probleminhas são pequenos perto do que a gente vê por aí.
Controlo a alimentação dela alternando leite de baixa lactose com leite comum. No dia que ela come requeijão, não come iogurte. E assim Maria Luisa come de tudo e é feliz.

Hoje tenho um nebulizador em casa não surto mais com isso. Na verdade, hoje eu acho que nebulizador deveria ser presente de Chá de Bebê, porque é ótimo ter em casa. Não só para crises de bronquite, nebulização só com soro fisiológico faz milagres em crianças que estão com coriza e nariz entupido. É um alívio antes de dormir.
E para quem vai comprar vai a dica: pague um pouco mais, porem compre um nebulizador que possa ser utilizado com a criança deitada. Eu comprei do mais simples porque tinha certeza que usaria apenas uma vez, e me arrependi. Nebulizações de madrugada são complicadas quando temos que acordar os pequenos.

No inicio, como toda mãe de primeira viagem eu ficava louca com o menor sinal de febre. Hoje já estou mais relaxada. Não corro mais para dar antitérmico no primeiro sinal de febre. 37,8°C é febre então tem que dar remédio. Não é bem assim. A febre é a defesa do organismo dos pequenos, se ela estiver controlada, não tem por que medicar. Hoje eu já aguento até 38,5°C, aí medico. Sair correndo para o médico, apenas com febre incontrolável. Com a febre sob controle, costumo esperar pelo menos dois dias para procurar o médico, pois este costuma ser o prazo para “aparecer” sua causa

.
Acredito que intuição e experiência  são as palavras chave para as mamães. Conforme o tempo vai passando, a gente vai conhecendo melhor nosso filhote. Mas mesmo que não pareça nada, se a sua intuição mandar levar ao médico, leve. Neste caso é melhor pecar pelo excesso de zelo. Sempre.

E último recado e não menos importante: amamentação. não é demagogia não viu? A primeira febre da Maria Luisa coincidiu de ser logo depois que ela deixou o peito.Por isso meninas, amamentem. Encorajem suas parentes, amigas e conhecidas a amamentar. Não é brincadeira os benefícios que o leite materno traz para nossas crianças. Criança que mama dificilmente pega resfriado forte e tem outras doenças.

Maria grudada na maminha aos 4 meses.


Beijinhos

Mi

Quero que fique bem claro que o post acima não tem fundamento científico. Também não aconselho de maneira nenhuma a automedicação. Trata-se apenas de experiências pessoais.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

E quando a cria fica doente? - Parte 1


Eita pergunta que deixa as mamães em polvorosa!!!  #asmaepira

Querida mamãe (e papai) que me lê neste momento, por mais que seu filho tenha uma saúde de ferro, uma hora ele vai adoecer. É um processo normal no desenvolvimento da imunidade dos nossos pequenos. Não faça como eu que batia no peito dizendo que minha filha nunca ficava doente. Cuspi para cima aos 10 meses da minha pequena.

A Maria Luísa tem uma saúde  boa, mas mesmo assim eu já me deparei com resfriado simples, amidalite, faringite, bronquite, infecção urinária e infecção intestinal. Ufa! Haja emocional para uma mãe hein? Porque vamos combinar, nada deixa a gente mais triste, mais frustrada, mais tudo de ruim do que nossa cria doente.



Quando solteiras, passávamos madrugadas em claro na gandaia e tudo bem no outro dia. Mas quando se trata de filho doente, uma noite em claro parece uma semana.  

Para não ficar louca de preocupação, tenho por hábito conversar muito com a pediatra da minha filha e ela me tranquiliza bastante. Quando não tenho como falar com ela, uma consulta a minha mãe ou ao Google ajuda. Porém muito cuidado com o que se lê por aí, tem muita gente que viaja e ensina receitas caseiras que são o ó. Procure informações em sites de confiança.

Em uma dessas surfadas na net atrás de respostas, achei um Manual de Primeiros Socorros que quero compartilhar com vocês. Confesso que sempre dou uma olhadinha antes de ficar apavorada e correr para o médico.

Manual de Primeiros Socorros – Por Dra. Raquel Guerra



Febre

Se você achar que a criança está quentinha, meça sempre a temperatura com o termômetro antes de qualquer coisa (se você  a levar ao médico dizendo que ela teve febre sem saber de quantos graus foram, ele não vai acreditar)

Conceito básico: FEBRE é temperatura acima de 37,8 º C. Menos que isso é estado febril e é normal. Até dente nascendo pode dar febre.

Se a criança está com febre, antes de qualquer coisa dê algo para ela baixar: dipirona ou paracetamol (Tylenol), sendo 1 gota por peso.

Banho morno para frio também ajuda.

- Criança com febre com MENOS DE UM MÊS —- Pronto Socorro AGORA!

- Prostrada, molinha, sonolenta – PS agora!

- Com manchinhas vermelhas pelo corpo – PS agora!

- De 1 a 3 meses – É bom levar ao médico

- Maiores que 3 meses – observe durante 3 dias alguma mudança (cocô, manchas na pele, gengivas inchadas, dores) se não houver nada, leve ao médico.

Não estranhe se o médico disser que os exames não apontam problema algum e pedir para você voltar para a casa e observar a criança (isso é claro, se ela estiver mais ou menos bem) Um bebê pode ficar até 3 dias com febre antes da causa aparecer.

Resfriado e Pneumonia

Bebê com nariz entupido tem uma baita falta de ar, pois eles respiram basicamente pelo nariz. É só pingar com o conta-gotas, algumas gotinhas de Rinosoro, Sorine ou Soro Fisiológico, principalmente na hora de dormir que melhora horrores.

- Tosse seca, nariz escorrendo clarinho, febre baixa (até 38,5) é RESFRIADO, relaxa que passa sozinho.

- Tosse com catarro geralmente melhora com INALAÇÃO de 5 ml de soro fisiológico e também não precisa se alarmar, passa.

- Tosse com catarro amarelo ou verde, nariz escorrendo amarelo ou verde, febre alta e falta de ar (esta, principalmente) já podem ser sintomas de INFECÇÃO PULMONAR e vale a pena levar ao hospital.

- Chiado ou falta de ar (em qualquer grau) vale sempre ser visto por um médico (no consultório, mas se a criança estiver cansada demais, leve ao PS)

Vômitos

Depois que a criança mama é normal voltar sempre um pouquinho, Vale o clássico mantê-la em pé até arrotar.

Se após toda mamada voltar MUITO ou TUDO, leve ao médico

Diarréia

Conceito básico: cocô normal de criança pequenininha é mole, amarelo (até meio verde) e fedido mesmo.

Diarréia é caracterizada pelo cocô mole como ÁGUA.

- Se nas fezes aparecerem sangue ou muco, leve ao médico

- Criança com infecção intestinal (vulgo virose) não come muito bem, vomita, tem bastante diarréia e pode ficar meio caidinha, com  febre baixa.

O importante é não deixá-la desidratada: ofereça líquidos (soro caseiro, água, suco, chá, leite – vale o que ela aceitar. Se for bebê menor de 6 meses, ofereça só o peito) à vontade, em pequenas quantidades (se der muito de uma vez, é capaz de ela vomitar), o tempo todo, principamente após a evacuação.

 - Sinais clássicos de desidratação: choro sem lágrimas, olho fundo, saliva grossa, boca seca (puxa a chupeta e não faz fio), ficar sem fazer xixi por mais de 4 horas.

- Se aparecer algum desses sintomas e a criança estiver vomitando muito ou aceitando pouco ou nada de àgua, vá ao PS. Senão, tenha paciência que em menos de 1 semana a virose passa sozinha.

Se a criança vomitar 1 ou 2 vezes e estiver aceitando mal a comida ou àgua é porque ela está enjoada mesmo. Vale dar Dramin gotas (uma gota por kg do bebê) de 6/6 hs, máximo de 75 gotas por dia) para melhorar.

Mas não insista se não melhorar nada depois de um dia com Dramin, nem dê se ela não estiver vomitando, senão ela vai dormir o dia inteiro.

Cólicas

Bebê chorando e se contorcendo provavelmente é cólica.

Massagem na barriga (sentido horário) e bolsa de água quente (cuidado para não queimar!) ajudam.

- Também pode dar chá de erva doce (a não ser que esteja só no peito) ou dimeticona – Luftal -, 2 a 6 gotas, 3 vezes ao dia.

- Deitar o bebê de barriga para cima e empurrar suas perninhas (joelhos dobrados) em direção à barriga também ajuda a expelir gases e pode melhorar.

- Se nada melhorar, tenha paciência. Criança tem cólica mesmo, acredite, vai passar.

Engasgamento

Se a criança engasgar, deite-a de bruços (sobre sua perna ou braços) e dê pancadinhas no meio de suas costas. Se ele engasga sempre, leve eo médico.

Pele

Tire sempre toda a pomada e reaplique novamente a cada troca de fraldas. A pomada genérica do Hiplogós é a que contém óxido de zinco e é mais barata.

- Se aparecer uma assadura diferente, com bolinhas vermelhas, pode ser infecção por fungos: coisa boba, é só levar ao pediatra e passar a pomada certa (nesse caso, nistatina)

 - Uma picada de mosquito pode dar alergia e espalhar várias bolinhas vermelhas pelo corpo (como várias picadas). Coça para caramba, então não esqueça de cortar as unhas do bebê. Se mesmo assim ele insistir e chegar a se machucar, ponha luvas.

 - Se estiver se coçando muito a ponto da criança chegar a chorar, você pode tentar xarope de loratadina (para bebês cima de 6 meses) 5 ml 1 vez ao dia, mas atenção, dá um pouco de sono.

- Bolhinhas de água no rosto e no corpo do bebê são por causa do calor, é normal e passa sozinho. Tente usar sabonete neutro, sempre.

- Infecção de pele parece picada mas aumenta rápidamente. Se tiver pus e dar febre: leve ao médico.

-Qualquer outro sinal: manchas, ardências etc, fora do comum: leve ao dermatologista.

Outras Dicas

Higiene

- Limpe o umbigo com álcool e cotonete até ele cair. Mas limpe bem, inclusive por dentro (entre o umbigo e a pele), Não tenha aflição, não dói nada pois a pele está morta.

- Para limpar o ouvido você pode usar cotonete na orelha e por fora do canal, mas NUNCA enfie o cotonete no ouvido da criança (isso vale para pais também) cotonete só serve para empurrar a cera para dentro.

Alimentação

O leite pode demorar até 3 dias para descer, depois que o bebê nasce. O melhor estímulo é colocar o neném para mamar: quanto mais ele sugar, mais leite descerá.

Tente deixar o aleitamento materno exclusivo o máximo possível, o mínimo é até os 6 meses.

Nesse período não dê mais nada, nem água nem chá. E bebês mamam muito mesmo  (normal de 2 em 2 horas) mas só porque o leite é de fácil digestão: não existe leite materno fraco. O bebê só dorme bastante depois de leite de vaca ou artificial simplesmente porque está estufado, como um adulto após uma feijoada, mas não quer dizer que esteja satisfeito.

Se o bico de seu seio rachar, evite lavar o peito com sabonete, exponha-o ao sol e pode molhá-lo com um pouquinho de leite após a amamentação (ajuda a cicatrizar). Dói, mas pode amamentar.

- Se seu seio ficar muito cheio pode  infeccionar (mastite) ou empedrar  e dói MUITO.  Portanto, se mantiver muito cheio, tire o leite. Você pode guardá-lo ou doar para um banco de leite. É possível continuar amamentando com mastite, mas procure seu obstetra.

Não é aconselhável que o bebê coma clara de ovos nem peixe (e frutos do mar) antes dos 10 meses.



No próximo post vou compartilhar com vocês a minha experiência. O que para mim funcionou ou não.

Beijinhos 

Mi


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Delícia de amor

Ontem em uma reunião de amigos foi falado sobre meu blog. Aí parei para pensar em quanto tempo faz que não atualizo... CARACA!!!
A vida anda bem corrida amigos. Ainda com relação ao meu último post. Estamos nos adaptando às coisas que vem acontecendo.

Marido viajando direto, Maria Luísa cobrando cada vez mais atenção... parece que pelo fato de ele estar fora, ela me cobra ainda mais. Pergunta muito do pai. E eu explico que ele está trabalhando. Se eu não dou atenção por ter outras coisas para fazer, ela chora, resmunga, cai e se machuca. Só para chamar a atenção.
Me divido em tantas ao longo do dia que às vezes eu nem sei como é possível. Algumas coisas eu só consigo colocar em ordem após as 20h00h, quando a Maria dorme. Este que seria meu horário de descanso. Acho que são reflexos do marido fora: minha filha coloca todas as cobranças e energias em mim.


Brincando de montar 

Aos finais de semana, quando ele está, parece que o tempo passa muito rápido. A maioria das coisas que planejo durante a semana, não conseguimos realizar. Seja pelo cansaço, seja por outros compromissos que surgem.

Estamos começando a cogitar a ideia de mudar de cidade, pois meu marido não está conseguindo acompanhar o desenvolvimento da filha. Saudade.


Ando cansada. Na verdade, ando exausta. Afinal, somado a tudo isso vem o cansaço de final de ano que todos nós sentimos.

Mas eu repito o mantra: tudo é uma fase. E nada melhor que o tempo para colocar as coisas nos eixos.
Em meio a este turbilhão, acontecem muitas coisas boas. Apesar dos pesares, ele está muito feliz com o trabalho novo. E isso da um gás em todos nós para aguentar o rojão rsrsrsrs

A Maria Luisa está amadurecendo com uma rapidez gigante. A cada dia é uma surpresa. Está dormindo na cama de solteiro e tomando banho em pé no chuveiro. Banheira e berço aposentados. Adaptação perfeita e sem traumas. Pontos para a mamãe e seu esforço diário em fazer as coisas da maneira certa.
Semana passada vencemos juntas o primeiro ataque de birra. Confesso que não foi fácil, mas me orgulhei de mim mesma por ter conseguido que ela entendesse e obedecesse através da negociação. Me rendeu até elogios por parte da escola. Criar uma filha sozinha não é fácil, pois, infelizmente é isso que acontece devido ao trabalho do meu marido. Eles só se veem final de semana.

Se liga no charme...


Minha sorte é que ela me ajuda muito a superar os dias ruins. Sorri na hora certa, faz carinho, me abraça. Apesar do temperamento forte e ser meio turrona, é inacreditavelmente carinhosa. Perfeita como todo filho sabe ser. E eu, esqueço tudo de ruim. Abraço, beijo, dou colo e faço cafuné... tarefas de mãe que eu ainda não sei se são mais gostosas para mim ou para ela.Que delícia de amor.

As mãozinhas no trabalho da escola. 


Boa semana amigos queridos.

Beijinhos

Mi

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Primeiro dia de aula – Mãe e filha nunca esquecem

Como todos que me acompanham pelas redes sociais já devem estar sabendo, hoje foi o primeiro dia de escolinha da Maria Luísa.
Prefiro falar escolinha porque o termo creche me lembra depósito de criança. Preconceito bobo, mas lembra.
Tentei vaga na escolinha pública aqui perto da minha casa, mas em vão. Tinha apenas 80 crianças na frente da Maria Luísa na fila de espera. Não era garantido que conseguiríamos a vaga nem para o ano que vem. Alô governo!!!!!!! Alô prefeitura!!!!
Então eu e meu marido decidimos “apertar” as finanças e colocar em uma escola particular. Por um lado é bom, pois já vamos acostumar com o “rombo” na conta bancária desde já rsrsrs

No inicio da semana, fomos eu e a filhota conhecer a escola. A professora pegou-a pela mão e levou para a salinha junto com os outros. “Mamães não podem entrar na salinha, pois o pé é sujo da rua” – Ok, eu espio de fora. Como espia? Venha conhecer a escola. E lá ficou meu bebê sozinho com os outros cotoquinhos.

Mais ou menos uma hora entre conhecer dependências, regras da escola, etc etc. Cadê Maria Luísa? Nem te ligo mamãe, quero mais é ficar aqui e brincar. Muita manha para trazer embora. Espero que seja assim quando for pra valer, pensei eu.

Coloquei a filhota no carrinho e fomos para a escola cedinho. Para minha surpresa ela começou a pular e dar risada só de enxergar a escola.

Porta da sala

Chegamos na sala e a professora retirou-a do carrinho e levou para brincar com as outras crianças. 

Nenhum sinal de manha. De vez em quando ela dava uma olhadinha para mim e sorria. Mas logo esquecia e voltava a brincar.

A olhadinha


Foi aí que a diretora gentilmente “me convidou a sair dali”. Ela me fez entender que a Maria estava super bem e que se ela chorasse muito me ligaria. Fui embora, com um misto de orgulho e preocupação. Muito estranho. É uma angustia e um alívio ao mesmo tempo. Isso existe?

Vim para casa e perto do meio dia fui buscar. Ela deu um sorriso tão lindo quando me viu que quase desmanchei ali. Mas aguentei firme!
Fomos para casa conversando e felizes da vida.

Moral da historia:

Não me lembro de ter sentido uma sensação tão estranha na minha vida. Acho que não estava preparada para ver meu bebê tão independente. Mas por outro lado foi incrível! Me deu uma sensação de dever cumprido, como se eu tivesse feito a coisa certa e na hora certa. Pelo que mamães mais experientes me disseram, essa sensação que senti vai existir sempre e a cada acontecimento novo. Acho que foi o primeiro grito de independência da Maria Luísa. Dos muitos que virão ao longo da vida. Se Deus quiser.

Beijinhos
Mi

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Amamentação: É bonito, saudável e está na moda.

Para quem não sabe, dia 01/08 foi o Dia Mundial da Amamentação. Durante toda esta semana está acontecendo diversas manifestações e eventos em prol da causa. Muito justa, diga-se de passagem.
O ato de amamentar é uma das melhores coisas de ser mãe. É um momento mágico que nos faz sentir femininas, fêmeas propriamente ditas.

Maria Luísa mamando com 2 dias de vida.
É um orgulho para quem é mãe saber que o leite que ela produz é o alimento essencial para seu filho. Que o bebê cresce forte graças a este alimento. Eu ficava toda boba, afinal, ninguém além de mim era capaz de tal proeza.

Meu recado para as mamães, é o mesmo que pregam por aí: NÃO DEIXE DE AMAMENTAR SEUS FILHOS.  Porém, vou enumerar os benefícios que eu senti na pele ok?
a) É uma vacina natural: Maria Luisa não ficou doente nenhuma vez enquanto mamou.
b) Bebê ganha peso: verdade. Nunca precisei “engrossar” mamadeira ou seja lá o que for para ela ganhar peso e ficar fortinha. Meu leite o fez.
c) Bebê tem menos cólica: Maria Luísa não teve cólicas terríveis. Apenas um pouco de gases presos até os 4 meses.  O leite materno é mais fácil de ser digerido do que o artificial, o que causa bem menos cólica.
d) Mamãe perde peso mais rápido: engordei 22 kg na gravidez e perdi tudo antes de ela completar um ano. Sem dieta nem exercício. Ou seja, se você se ajudar e fazer exercício, perde ainda mais rápido. São 800 calorias por dia só para produzir o leite!!!!
e) O útero volta para o lugar mais rápido: verdade. Cada vez que se dá de mamá, o útero contrai muito e manda embora tudo de ruim que fica no corpo.
f) Protege a mãe contra câncer de ovário e mama: Olha, eu tinha um tumor benigno no seio que sumiu. Talvez esteja relacionado.
g) Relação íntima com o bebe:  sem igual. É um momento só seu e de seu bebê. Muita troca de carinho. Quer ver quando eles são maiorzinhos e dão risada quando ganham a “maminha”.

Estes são alguns benefícios que lembro agora. Mas tem muitos outros como: está sempre prontinho e na temperatura certa. É muito bom não ter que levantar para fazer mamadeira no meio da noite no inverno.
Mas enfim, amamentem. Encorajem suas conhecidas a amamentar. Algumas mães não tem ideia do tamanho do beneficio para si e para seu filho.

Maria Luísa de 01 a 8 meses.

Não venha com historia de leite fraco. Isso não existe. É mito de vovó! Quando o bebê não se satisfaz, é porque não pega direito o peito e não mama o suficiente. Alguns bebês dormem no meio da mamada (Maria Luísa... oi!), aí você precisa acordar para voltar e mamar direito. Senão logo depois o danadinho acorda morrendo de fome.

Gente, lógico que existe mães que não conseguem amamentar. Algumas mulheres tem sim deficiência nas glândulas mamarias e não produzem leite o suficiente. Mas é uma minoria. O que falta é paciência e boa vontade de algumas mães. Quando a gente coloca um filho no mundo, tem que estar ciente que você “doou” sua vida àquele serzinho. Então tem que se esforçar.
Se você tem interesse e está com dificuldade, procure o Banco de Leite da sua cidade. Aqui em Blumenau o telefone é: (47)3326-7570 . Elas tem toda a paciência do mundo e ensinam as mães interessadas.

E se você, assim como eu, tiver muito leite a ponto de ter que jogar fora porque sobra, também procure o banco de leite. Doe seu excesso para crianças que precisam. Eu doei do primeiro ao 5° mês da minha filha. É um ato de amor dobrado.

Olhando nos meus olhos e fazendo carinho.

Inclusive, vale salientar que deixei de amamentar justamente por causa do excesso de leite. Meu organismo não "entendia" que à noite precisava produzir menos leite, pois a Maria Luísa não acordava mais para mamar. Resultado: mastite. E Maria Luísa não querendo mais o peito. Foi mais penoso para mim do que para ela, que pegou a mamadeira sem problemas. Mas depois aceitei que minha missão tinha sido cumprida: amamentei exclusivamente até os 6 meses  e segui amamentando até os 10 meses.
Porém confesso que às vezes penso no “se”. Se eu tivesse amamentado mais, de repente minha filha não tivesse desenvolvido estas alergias. Mas evito pensar, afinal, foi ela quem deixou o peito.

Post gigante, afinal este assunto rende muito que falar. Se alguém tiver dúvidas ou sugestões sobre o assunto e quiser conversar em particular, fique a vontade. Meu e-mail é xmichellix@gmail.com.

Beijinhos com sabor de mamãe!

Mi

Percalços da vida

Assim como a vida de todos, a minha é cheia de acertos, erros, oportunidades e problemas. Enfim, acontecimentos.
Começo este post pedindo desculpas aos meus amigos e leitores. Tenho estado um tanto ausente. Os últimos dias não tem sido muito fáceis.

A Maria Luísa tem estado com alguns probleminhas de saúde,  o que tira meu prumo e sono. Faz um mês que ela está com um tipo de infecção intestinal, alternando fezes normais com diarréia, o que machuca e assa. Fora que está fazendo muito mais, inclusive à noite enquanto dorme. Minha rotina tem sido cuidar dela, acordar diversas vezes noite para ver se está limpa e zelar por sua saúde. Estou até meio neurótica.
Fizemos diversos exames e nada foi diagnosticado. É tão difícil lidar com algo que não conhecemos.  Semana passada consultamos com um gastro infantil e ele desconfia que ela está com alergia à proteína do leite de vaca ou lactose. Ainda não dá pra saber ao certo qual delas.

Maria Luísa comendo pãozinho: pelo menos isso não tiraram :)

Estou fazendo uma dieta extremamente restritiva em meu bebê. Nada de leite, derivados, açúcar, guloseimas, biscoitos. Frutas, moderadamente. Leite de soja ou de baixa lactose.
Maria Luísa não se adaptou bem ao leite de soja. Deu mais reação que o leite de vaca em um primeiro momento.  Está se adaptando ao leite com baixa lactose. Suas assaduras estão diminuindo aos poucos e as fezes normalizando. Estou dando pulos de alegria. Retorno com ela no final deste mês ao gastro para ver como continuamos o tratamento.
Ela se adaptou bem a esta nova linha da Tirol

Aproveito para chamar a atenção para a dificuldade em achar alimentos apropriados para a alimentação de crianças com restrição alimentar. Os rótulos são muito mal explicados e na maioria dos mercados as opções são restritas.

Além do meu bebê dodói, meu carro pegou fogo no dia 22/07. Eu meu marido estávamos voltando do enterro do meu padrinho (mais essa!) em Joinville. Eu voltei minutos antes com meu pai. Coloquei o pé em casa, dei um beijo na Malu e o telefone toca. Adair desesperado me ligando que o carro pegou fogo do nada.
Liguei para o guincho, acionei o seguro e fui buscá-lo com meu pai. Quando cheguei lá fiquei perplexa. Imaginava um foguinho na parte elétrica ou algo assim. Quando chego vejo meu carro deste jeito:

PT nervoso


É desolador você ver seu bem neste estado. Mesmo sabendo que o que realmente vale é a vida, que graças a Deus meu marido saiu ileso e que temos seguro, não é fácil lidar com a situação.
E para todos aqueles que dizem: “ahhh seguro paga, nem esquenta!” vai um recadinho: seguro é feito para pagar e não usar. Pois, por mais que o seguro pague, é uma grande dor de cabeça reunir toda a papelada, correr de um lado para outro. A burocracia em casos de indenização é grande. Fora os gastos com taxas, impostos, entre outros. Meu corretor de seguros é meio enrolado, então estamos fazendo tudo sozinhos. Tenho muita sorte, pois minha companhia de seguro é muito boa. E cada vez que ligo para lá cheia de dúvidas, tem alguém super disposto a me ajudar. A quem perguntar qual companhia indico? Porto Seguro, com certeza. São eficientes, rápidos, muito educados e atenciosos. Super indico sem sombra de duvidas.Inclusive a Porto merece um post para ela no futuro. São muitas vantagens viu?


Quanto a burocracia, bom, num País como Brasil, acho que até ela é meio necessária. Se assim  tem tanto golpe, imagine se fosse fácil rsrsrsrs

Saldo: Minha filha está melhorando aos poucos. Meu padrinho que faleceu tinha 79 anos, já estava doente há algum tempo e descansou. O carro, logo o seguro paga e fica tudo bem. E eu? Bom, arranjei uma infecção urinária e alguma dor de cabeça, mas nada que não se resolva. O importante é sempre ver o lado positivo e bola pra frente. Sou feliz, amo e sou amada e este é o combustível que nos move.



Beijinhos

Mi

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Criança entretida, mamãe com tempo livre

Quem tem filho ou criança na família sabe o quanto a maioria deles é elétrica. Sempre energia demais para tempo, espaço e paciência dos pais de menos.
Não que a gente não brinque com eles. Eu tenho boa parte o meu tempo dedicado a brincar coma Maria Luísa. Muitas vezes abdicando do tempo reservado para mim. Esta, na maioria das vezes, é a razão de atualizar menos o blog, de não mandar recados de aniversário ou responder e-mails.
Não são raros os dias que não consigo sentar na frente do computador.
Este fato se agrava em dias frios e de chuva. Pois parece que eles ficam mais sapecas. No meu caso o negócio ainda piora: moro em apartamento. Às vezes a filhota tem tanta energia que não dou conta. Aí é hora de apelar ao que eu chamo de “babá eletrônica moderna”.

Você coloca o DVD e eles ficam quietinhos (ou nem tanto) assistindo por pelo menos uma hora. Um alívio para quem precisa fazer o almoço ou dar uma lida nos e-mails.

Há um tempo atrás a onda era a coletânea Xuxa Só para Baixinhos. Xuxa chegou a gravar 10 DVD´s com recordes de venda, apesar da pirataria. São videoclipes legendados em que crianças e a Xuxa cantam e dançam. Com músicas próprias e também algumas musicas populares: “O sapo não lava o pé...”


Hoje, a atenção da Maria Luísa se prende com Patati Patatá e A Galinha Pintadinha.

O Patati Patá é uma dupla de palhaços que há anos faz shows pelo Brasil. Agora eles tem uns 4 DVDs gravados. Segue mais ou menos a linha da Xuxa, com videoclipes legendados, bonecos e crianças cantando. Músicas que grudam no ouvido e não saem mais. É viciante para as crianças. Maria Luísa aponta para o DVD e fala “Pát” “Pát”. Já sei do que se trata.


Ela aprendeu a mostrar a mão dela por causa de uma musica que eles gesticulam com as mãos. Uma fofa. Aliás, é bom salientar que os DVDs são totalmente educativos.


Outra “babá eletrônica moderna” é A Galinha Pintadinha. Este DVD segue uma linha diferente. São desenhos animados em forma de clipe, legendados, com músicas populares e cantigas de roda. Mostra crianças interagindo com a Galinha Pintadinha e o Galo Garnizé.Meu desespero começa quando a música do Elefantinho: toca “Um elefante incomoda muita gente...”. Vai até o  10 nos números pares, e volta nos números ímpares, de trás para frente dizendo que “o elefante incomoda muito menos”.



Mas confesso que é impagável a vozinha da minha filha falando “pó... pó...” (imitando a Galinha Pintadinha). É assim que ela pede para eu colocar o DVD. Enfim, esta parte ninguém conta para a gente antes de ter filho. É hilário.



Para os mais aficionados, já está a venda os bonecos, tanto da Galinha Pintadinha como do Patati Patata. A média é de R$70,00 cada boneco . Baratinho né? Rsrsrsrsrs Ainda bem que minha filha AINDA não pede estas coisas.


Enfim, para quem esta procurando um  presente para dar para um bebê que nasceu ou para um chá de bebê, é uma boa sugestão. Os DVDs originais custam em média R$29,90 e você encontra em livrarias, lojas especializadas ou em qualquer site da internet. Os pais do bebê talvez não entendam porque ganharam um DVD, mas pode ter certeza que logo vão descobrir!!!

E olha como meu bebê está "Gandona" :)



Beijinhos!!!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tecnologias desnecessárias - Bebês

Confesso que  sou uma pessoa que curte tecnologia. Adoro celular, computador, televisão. E adoro mais ainda quando todos conseguem se interligar e interagir entre si. Adoro como a tecnologia ajuda a salvar vidas na medicina. Adoro também a tecnologia que gera empregos.

Mas tem um tipo de tecnologia que eu não curto: a desnecessária. E vou explicar o porquê.

Hoje recebi um e-mail (dos tantos que recebo sobre promoções) de uma loja que oferece uma super invenção: WhyCry, o Mini Analisador de Choro de Bebê.

Foto: Do próprio site


O produto faz a seguinte promessa: Ele analisa o choro do bebê e traduz de modo fácil e acessível tudo que o bebê está sentindo. Basta posicionar o produto próximo ao bebê e em menos de 10 segundos ele irá revelar o motivo do choro. Conheça o WhyCry Mini e aumente a intimidade com seu bebê.”

Como assim aumenta a intimidade? Gente, esta intimidade já existe instintivamente. Eu, marinheira de primeira viagem e sem NENHUMA experiência com bebês anterior à Maria Luísa, aprendi. Aprendi sozinha e com louvor, modéstia bem a parte

Aí, curiosa como sempre, dei uma rápida pesquisada em novidades tecnológicas para bebês:

A empresa britânica Babyglow inventou a “solução para os seus problemas”, com o perdão do trocadilho: Um pijama que muda de cor quando o bebê tem febre.
O que diz o fabricante: Fabricado com um tecido que é capaz de detectar a mudança de temperatura no corpo do bebê (acima de 37º), o macacão muda de cor para avisar que a criança está com febre e, assim, os pais podem ficar tranquilos e somente dar uma olhadinha nos pequenos durante a noite de vez em quando.

Foto: Do próprio site
Como se a gente que convive com o bebê todos os dias não fosse sentir que está com febre só com um simples toque. E a história dos pais ficarem tranqüilos e só darem uma olhadinha de vez em quando? A gente não prega o olho com um filho com febre. Eu às vezes desconfio até do termômetro digital, imagina de um pijama? (comprei um termômetro de mercúrio só para garantir)

A terceira e última novidade é a Babá eletrônica Babytalker 1020 da marca européia Topcom. Ela possui nada mais nada menos que um alcance de 2km. 

Foto: Do próprio site


Gente, como eu poderia deixar meu bebê dormindo sozinho em uma distancia dessas? Se algo de ruim acontecesse, daria tempo de voltar ?

Babás eletrônicas são maravilhosas, mas não vamos exagerar.

Os modelos mais simples do mercado cumprem bem o papel quando o quarto do bebê fica longe do seu. Agora, se for como no meu caso em que o quarto fica ao lado, você escuta um alfinete caindo. Pode ter certeza. Dizem que mães e filhos possuem uma ligação forte e que qualquer ruído da cria a gente acorda. Garanto que um pingo de verdade tem. E olha que a maior dorminhoca da história sou sou eu!



Analisadores de choro, pijamas que mudam de cor, babás eletrônicas que mais parecem computadores da Nasa. Produtos caros e desnecessários. Este tipo de tecnologia eu não curto.

Ter cuidado com nossos bebês é essencial. Mas sem surtar ok?

Maria Luísa dormindo tranqüila aos 4 meses


Beijinhos!

E boa semana ;)

domingo, 8 de maio de 2011

Ser mãe. Por mim mesma.

Eram 23:00h do dia 12/04/2010 e eu, uma barriguda de 80 quilos, fui tomar um longo banho morno depois de um dia exaustivo. Estava cansada, com dores nas pernas e nas costas. Nada anormal para uma grávida de 36 semanas (8 meses) que tinha passado o dia fazendo mil e uma coisas.
Não sei por que razão, mas minha disposição era imensa neste dia. Lavei a roupa, passei-as, fiz almoço especial e sobremesa. Trabalhei em algumas tabelas para meu marido, conferi novamente a bolsa da maternidade. Estava tudo certo.

Quando saí do meu banho fabuloso, percebi que as dores nas costas estavam me incomodando um pouco mais que o habitual. Deitei na cama, mas parecia que o sono não vinha. Sentia-me agitada. Parecia uma formiga de um lado para outro. Meu marido dormia.

Liguei o computador para ler um pouco. Comecei a ler mais sobre trabalho de parto, e as dores começaram a aumentar. Acordei meu marido e disse q não estava me sentindo muito bem. Fui ao banheiro e tinha sinal de sangue. Me preocupei. Começamos a arrumar as coisas para ir ao hospital fazer uma avaliação, afinal, sangue é sempre preocupante, embora ainda faltasse quase um mês para o prazo de a Maria Luísa nascer – 07/05/2010.

Arrumei tudo, troquei de roupa e fui ao banheiro novamente, aí veio a surpresa: o tampão que “veda” o colo do útero “caiu”. Começou a dilatação. Acho que está na hora.

No caminho para o hospital, as contrações foram aumentando e cada vez mais eu tinha certeza de que minha menina estava a caminho. Um sentimento de medo misturado com felicidade, ansiedade misturado com preocupação.

Ao chegar ao hospital, uma acadêmica veio me examinar. Eu já tinha 2 para 3 cm de dilatação. Ela chamou a enfermeira obstetra para verificar se eu ficaria ou voltaria para casa (meu pavor, tudo o que sempre desejei foi ter certeza da hora e não ficar indo e vindo). Ela fez o exame e eu já estava com 4 para 5 cm, em menos de meia hora!!! Me internaram na hora.

E assim o tempo foi passando. Contrações de tempo em tempo. Enfermeira monitorando para ver se estava tudo certo. Bolsa estoura. Ansiedade. Dor. Medo. Angústia que algo desse errado. A sensação estranha de você não ter nem ideia do que vem a seguir. Meu marido segurando a minha mão e repetindo que ia dar tudo certo. Sendo que eu sabia que ele estava com mais medo do que eu.

De repente a enfermeira grita: está na hora!!! Vamos conhecer sua filha Michelli? – A lágrima correu e o coração disparou. Vamos lá.  Parto normal. Sala de parto, tudo diferente do que vemos em filme. Não é tão bonito e você também não está tão bonita rsrsrs. A verdade é que neste momento, você esquece absolutamente tudo. A vergonha, o fato de estar sem roupa na frente de estranhos, seu marido te vendo naquela situação tão delicada. Em nenhum momento eu pensei em mim, no que poderia acontecer comigo. Eu estava focada apenas em colocar minha filha no mundo, o resto não importava. Surreal.

6:03h do dia 13/04/2010 (quase um mês antes do previsto), um choro forte ecoou naquela sala imensa. A música mais bonita que se pode imaginar. Eu olhei para aquele rostinho. Aqueles olhos grandes me olhando no fundo dos meus. O tempo parou. Sorri, chorei, agradeci a Deus por ter dado tudo certo, por meu parto ter sido rápido e fácil, por nós duas termos saúde e por eu ter sido capaz de ser mãe. O desconforto da gravidez, meu corpo com muitos quilos a mais (engordei 22!), o trabalho de parto, tudo sumiu. Éramos apenas eu e ela, num momento só nosso, protegidas pelo homem de nossa vida, que agora era pai. Uma família completa.



Ser mãe é uma coisa inexplicável. É sentir seu coração batendo fora do corpo. Sentir orgulho de saber que o leite que meu corpo produz alimenta minha filha. É chorar de alegria a cada descoberta. É ter vontade de abraçar e manter aquele bebê perto do seu corpo para o resto da vida. É abdicar de uma série de coisas em troca de outras que você nem é capaz de imaginar. Mas que são tão boas que fazem TUDO valer a pena.

Enfim, sejam mães.

Feliz Dia das Mães.

Beijinhos.