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terça-feira, 8 de maio de 2012

E quando a cria fica doente – Parte 2


Conforme vimos na parte 1, é possível identificar alguns males e doenças de maneira simples, evitando estardalhaços e saídas loucas de madrugada para o PS. Às vezes o bicho é menos feio do que pintamos.
Vou compartilhar com vocês algumas das minhas experiências nada prazerosas, mas que podem ser úteis. E para mostar que todas nós estamos no mesmo barco e enfrentamos perrengues parecidos.

A primeira vez que tive de lidar com a febre na Maria Luisa foi aos 10 meses. Quando falo isso muitas mães que conheço riem alto. O motivo da risada é de a primeira febre ter demorado tanto a aparecer. Acho que por isso eu fiquei tão desesperada.


Passou um dia, passaram dois dias e nada da febre desaparecer. Medicava com antitérmicos, mas não surtia muito efeito. A febre nunca baixava totalmente. Foi quase uma semana de febre e idas e vindas ao médico sem que nada fosse descoberto. Até que num sábado à tarde levei ao PS. Fiquei com ela em observação uma tarde inteira fazendo exames. No último exame, eis o diagnostico: infecção urinária. Culpei-me horrores, perguntei o que eu poderia estar fazendo errado, eu que sempre cuido tanto. E a médica simplesmente disse que muitas vezes é propensão, hereditariedade. Mamãe tem, filhinha com grandes chances de ter.  Pois é. Antibiótico.
Passado o susto, pouco depois os episódios de febre louca retornaram, mas desta vez o diagnóstico foi certeiro: amidalite. Fiquei tão horrorizada em saber que a Maria Luísa estava com amidalite que quase surtei. Para quem me conhece bem isso não é nenhuma surpresa, afinal quase morro com amidalites repetitivas até hoje.  E tome antibiótico e xarope. Tudo certo, curado.
Acho que umas duas semanas depois, às vésperas de viajar para São Paulo, eis que surge tosse e febre novamente. Dessa vez era a tal da bronquite. Ai como eu detesto trocas de estação. A coitadinha é toda alérgica como eu:  a tal da hereditariedade batendo na porta de novo.

Surtei e dei pulos quando soube que teria que fazer nebulização (ou inalação, como predferir). O que? Na minha filhinha? Passar tudo o que eu passei na minha infância? Chorei. Chorei litros. Até que nessas idas loucas ao pediatra você conversa com outras mães, e descobre que esses probleminhas são tão corriqueiros que chega a ser irritante. É hereditário, é o clima, é isso, é aquilo. Todo mundo tem uma explicação. E a nós, mães (e pais) cabe apenas aceitar. E dar o antibiótico certinho.

Quando a Maria Luísa fez um ano, fomos até a casa de uns amigos no sul do estado. Lá é sitio, então é tudo uma delícia. Mesa farta, leite direto da vaca, tudo fresquinho e natural. Tudo certo, se não fosse minha filha se atracar a comer nata. Ela comia pão com nata em casa, mas é lógico que eu nem imaginei que a nata pura do sítio (bem mais forte do que a gente compra em mercado) pudesse fazer mal a ela. No final do feriadão ela já estava com febre. Achei que era  um resfriado ou gripe, afinal estava muito frio.  Mas não era.
Diarreia, assaduras de ficar em carne viva, febre. Foram semanas e mais semanas entre pediatra, gastro e dietas para descobrir que ela tem colo irritável ao leite. Dos males o menor, o primeiro diagnóstico era alergia a proteína do leite. Pense um bebê de um ano não poder tomar leite nem derivados? É um problemão. Pesquisei muito sobre o assunto e descobri que é extramente comum. Infelizmente.

Minha gatinha toda agasalhada para o frio. Mal sabia eu que o frio era o menor problema

Hoje a alimentação da Maria Luísa é controlada. Qualquer excesso em leite, gordura, doce (ou todos juntos como no caso do brigadeiro e chocolate) a irritação volta. E com ela todos os problemas.

Mas não me queixo. Todos estes probleminhas são pequenos perto do que a gente vê por aí.
Controlo a alimentação dela alternando leite de baixa lactose com leite comum. No dia que ela come requeijão, não come iogurte. E assim Maria Luisa come de tudo e é feliz.

Hoje tenho um nebulizador em casa não surto mais com isso. Na verdade, hoje eu acho que nebulizador deveria ser presente de Chá de Bebê, porque é ótimo ter em casa. Não só para crises de bronquite, nebulização só com soro fisiológico faz milagres em crianças que estão com coriza e nariz entupido. É um alívio antes de dormir.
E para quem vai comprar vai a dica: pague um pouco mais, porem compre um nebulizador que possa ser utilizado com a criança deitada. Eu comprei do mais simples porque tinha certeza que usaria apenas uma vez, e me arrependi. Nebulizações de madrugada são complicadas quando temos que acordar os pequenos.

No inicio, como toda mãe de primeira viagem eu ficava louca com o menor sinal de febre. Hoje já estou mais relaxada. Não corro mais para dar antitérmico no primeiro sinal de febre. 37,8°C é febre então tem que dar remédio. Não é bem assim. A febre é a defesa do organismo dos pequenos, se ela estiver controlada, não tem por que medicar. Hoje eu já aguento até 38,5°C, aí medico. Sair correndo para o médico, apenas com febre incontrolável. Com a febre sob controle, costumo esperar pelo menos dois dias para procurar o médico, pois este costuma ser o prazo para “aparecer” sua causa

.
Acredito que intuição e experiência  são as palavras chave para as mamães. Conforme o tempo vai passando, a gente vai conhecendo melhor nosso filhote. Mas mesmo que não pareça nada, se a sua intuição mandar levar ao médico, leve. Neste caso é melhor pecar pelo excesso de zelo. Sempre.

E último recado e não menos importante: amamentação. não é demagogia não viu? A primeira febre da Maria Luisa coincidiu de ser logo depois que ela deixou o peito.Por isso meninas, amamentem. Encorajem suas parentes, amigas e conhecidas a amamentar. Não é brincadeira os benefícios que o leite materno traz para nossas crianças. Criança que mama dificilmente pega resfriado forte e tem outras doenças.

Maria grudada na maminha aos 4 meses.


Beijinhos

Mi

Quero que fique bem claro que o post acima não tem fundamento científico. Também não aconselho de maneira nenhuma a automedicação. Trata-se apenas de experiências pessoais.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pfffff... assoprando a poeira do blog

Sou obrigada a iniciar este post pedindo desculpas às pessoas que acompanham meu blog.
Sei que faz décadas que não posto mais. Porém houve razões para isso.
Um certo vírus chamado gripe invadiu minha casa.

Ele me jogou na cama e lá fiquei. Mentira pura. Porque o vírus pegou a Maria Luísa também. Correria, estresse, médico. Minha gripe fiz de conta que esqueci, para poder cuidar da dela.
Meu marido? Com gripe também. Mas falando sério? Nesta hora de “aperto” os filhos sempre pedem as mães. Pode ser o melhor pai do mundo, mas é a gente que eles querem.
Ele me ajudou muito nas madrugadas, quando eu não agüentei mais o cansaço de um bebê com 12,5kg no colo choramingando. Foram várias noites em claro, acompanhadas por choro, irritação por causa de nariz trancado, tosse e inalação. Fora os dias de febre. Muito paracetamol e soro no nariz depois, ela vem melhorando gradativamente. Está quase 100%.

É o segundo resfriado que a Maria Luísa teve. Sim, segundo! Acho que por isso ainda fico tão transtornada com ela doente. Para mim isto não é uma rotina. Perco o rumo, não penso em mais nada além dela e seu bem-estar. Não consigo dormir a noite. Mesmo nos dias críticos em que ela dormiu comigo, impossível pregar o olho. Vejo que algumas mães lidam com estas situações com muita tranqüilidade. Me pergunto se conseguirei chegar a este patamar um dia (risos).

Mas uma coisa é certa, esses resfriados começaram depois que ela fez um ano. Começaram depois que eu deixei de amamentar. Segundo a pediatra, isto não é mera coincidência. Leite materno faz toda a diferença sim! Amamentem seus filhos. Encorajem suas familiares e conhecidas a manterem a amamentação até os 02 anos de idade ou mais. Não é papo bobo de governo não. É a mais pura verdade. Infelizmente eu não pude amamentar mais tempo. Mas conto esta história em outro post.
Beijinhos.

PS: e o meu resfriado? Não teve vez. Teve que se curar na marra para poder cuidar de filha e marido doentes. Pois é.