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terça-feira, 8 de maio de 2012

E quando a cria fica doente – Parte 2


Conforme vimos na parte 1, é possível identificar alguns males e doenças de maneira simples, evitando estardalhaços e saídas loucas de madrugada para o PS. Às vezes o bicho é menos feio do que pintamos.
Vou compartilhar com vocês algumas das minhas experiências nada prazerosas, mas que podem ser úteis. E para mostar que todas nós estamos no mesmo barco e enfrentamos perrengues parecidos.

A primeira vez que tive de lidar com a febre na Maria Luisa foi aos 10 meses. Quando falo isso muitas mães que conheço riem alto. O motivo da risada é de a primeira febre ter demorado tanto a aparecer. Acho que por isso eu fiquei tão desesperada.


Passou um dia, passaram dois dias e nada da febre desaparecer. Medicava com antitérmicos, mas não surtia muito efeito. A febre nunca baixava totalmente. Foi quase uma semana de febre e idas e vindas ao médico sem que nada fosse descoberto. Até que num sábado à tarde levei ao PS. Fiquei com ela em observação uma tarde inteira fazendo exames. No último exame, eis o diagnostico: infecção urinária. Culpei-me horrores, perguntei o que eu poderia estar fazendo errado, eu que sempre cuido tanto. E a médica simplesmente disse que muitas vezes é propensão, hereditariedade. Mamãe tem, filhinha com grandes chances de ter.  Pois é. Antibiótico.
Passado o susto, pouco depois os episódios de febre louca retornaram, mas desta vez o diagnóstico foi certeiro: amidalite. Fiquei tão horrorizada em saber que a Maria Luísa estava com amidalite que quase surtei. Para quem me conhece bem isso não é nenhuma surpresa, afinal quase morro com amidalites repetitivas até hoje.  E tome antibiótico e xarope. Tudo certo, curado.
Acho que umas duas semanas depois, às vésperas de viajar para São Paulo, eis que surge tosse e febre novamente. Dessa vez era a tal da bronquite. Ai como eu detesto trocas de estação. A coitadinha é toda alérgica como eu:  a tal da hereditariedade batendo na porta de novo.

Surtei e dei pulos quando soube que teria que fazer nebulização (ou inalação, como predferir). O que? Na minha filhinha? Passar tudo o que eu passei na minha infância? Chorei. Chorei litros. Até que nessas idas loucas ao pediatra você conversa com outras mães, e descobre que esses probleminhas são tão corriqueiros que chega a ser irritante. É hereditário, é o clima, é isso, é aquilo. Todo mundo tem uma explicação. E a nós, mães (e pais) cabe apenas aceitar. E dar o antibiótico certinho.

Quando a Maria Luísa fez um ano, fomos até a casa de uns amigos no sul do estado. Lá é sitio, então é tudo uma delícia. Mesa farta, leite direto da vaca, tudo fresquinho e natural. Tudo certo, se não fosse minha filha se atracar a comer nata. Ela comia pão com nata em casa, mas é lógico que eu nem imaginei que a nata pura do sítio (bem mais forte do que a gente compra em mercado) pudesse fazer mal a ela. No final do feriadão ela já estava com febre. Achei que era  um resfriado ou gripe, afinal estava muito frio.  Mas não era.
Diarreia, assaduras de ficar em carne viva, febre. Foram semanas e mais semanas entre pediatra, gastro e dietas para descobrir que ela tem colo irritável ao leite. Dos males o menor, o primeiro diagnóstico era alergia a proteína do leite. Pense um bebê de um ano não poder tomar leite nem derivados? É um problemão. Pesquisei muito sobre o assunto e descobri que é extramente comum. Infelizmente.

Minha gatinha toda agasalhada para o frio. Mal sabia eu que o frio era o menor problema

Hoje a alimentação da Maria Luísa é controlada. Qualquer excesso em leite, gordura, doce (ou todos juntos como no caso do brigadeiro e chocolate) a irritação volta. E com ela todos os problemas.

Mas não me queixo. Todos estes probleminhas são pequenos perto do que a gente vê por aí.
Controlo a alimentação dela alternando leite de baixa lactose com leite comum. No dia que ela come requeijão, não come iogurte. E assim Maria Luisa come de tudo e é feliz.

Hoje tenho um nebulizador em casa não surto mais com isso. Na verdade, hoje eu acho que nebulizador deveria ser presente de Chá de Bebê, porque é ótimo ter em casa. Não só para crises de bronquite, nebulização só com soro fisiológico faz milagres em crianças que estão com coriza e nariz entupido. É um alívio antes de dormir.
E para quem vai comprar vai a dica: pague um pouco mais, porem compre um nebulizador que possa ser utilizado com a criança deitada. Eu comprei do mais simples porque tinha certeza que usaria apenas uma vez, e me arrependi. Nebulizações de madrugada são complicadas quando temos que acordar os pequenos.

No inicio, como toda mãe de primeira viagem eu ficava louca com o menor sinal de febre. Hoje já estou mais relaxada. Não corro mais para dar antitérmico no primeiro sinal de febre. 37,8°C é febre então tem que dar remédio. Não é bem assim. A febre é a defesa do organismo dos pequenos, se ela estiver controlada, não tem por que medicar. Hoje eu já aguento até 38,5°C, aí medico. Sair correndo para o médico, apenas com febre incontrolável. Com a febre sob controle, costumo esperar pelo menos dois dias para procurar o médico, pois este costuma ser o prazo para “aparecer” sua causa

.
Acredito que intuição e experiência  são as palavras chave para as mamães. Conforme o tempo vai passando, a gente vai conhecendo melhor nosso filhote. Mas mesmo que não pareça nada, se a sua intuição mandar levar ao médico, leve. Neste caso é melhor pecar pelo excesso de zelo. Sempre.

E último recado e não menos importante: amamentação. não é demagogia não viu? A primeira febre da Maria Luisa coincidiu de ser logo depois que ela deixou o peito.Por isso meninas, amamentem. Encorajem suas parentes, amigas e conhecidas a amamentar. Não é brincadeira os benefícios que o leite materno traz para nossas crianças. Criança que mama dificilmente pega resfriado forte e tem outras doenças.

Maria grudada na maminha aos 4 meses.


Beijinhos

Mi

Quero que fique bem claro que o post acima não tem fundamento científico. Também não aconselho de maneira nenhuma a automedicação. Trata-se apenas de experiências pessoais.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

De volta!


Depois de muitos ensaios sobre voltar a escrever ou não. Enfim, resolvi: voltar a escrever.


Os motivos que me fizeram parar foram diversos, mas o maior deles sem sombra de dúvidas se chama autossabotagem (ai como é esquisito escrever isso assim, né nova regra ortográfica?).
Como a maioria das mulheres, eu vivo um conflito diário comigo mesma. Perfeccionismo, medo de errar, desmerecendo meus méritos. Porém acredito que minha dose é um pouco mais elevada do que a da maioria. Tenho uma mania grotesca de autossabotagem. De minimizar meus bons feitos. De achar que sempre tudo pode ser melhor do que está. Que diabos! Como se consegue ser feliz assim? Confesso, às vezes é difícil. Mas tenho melhorado bastante este lado.

Acredito que a inconstância e o excesso de perfeccionismo são duas coisas complicadas de conviver juntas. Talvez por isso eu vivo este paradoxo. Explico:
Quando eu era solteira, minha vida era bem regrada. Apesar das loucuras normais de pós-adolescência, tudo costumava ser bem pensado e nada de grandes atropelos. Erros não eram permitidos e a autossabotagem reinava absoluta.
Depois que casei, isto tudo mudou da água para o vinho. Quem conhece meu marido sabe o quanto ele é meio, digamos, Kamikaze. Muda de ideia com uma rapidez imensa, arrisca, mete a cara. Uma mexida gigante no meu mundinho certinho. A convivência e a maneira como ele me coloca nas mudanças de vida estão me fazendo amadurecer e também a  encarar melhor metamorfoses. Isso tudo falando apenas de nós dois. Ainda temos o “item” Maria Luísa, onde as mudanças foram gigantes para nós dois.

Este mimimi whiskas terapia todo para dizer que deixei de escrever por causa da falta de tempo e por achar que meus assuntos e minha vidinha de mãe, esposa, dona de casa, auxiliar de assuntos aleatórios na empresa do meu marido era bem chato.  A falta de tempo é a desculpa mais velha do mundo (e neste caso usada para justificar falta de vontade). Achava que meu blog era desinteressante. E parei de escrever.

Mas como pode ser tão ruim e desinteressante se continuo dando pitaco em tudo mesmo sem blog? É pitaco por e-mail, pitaco por telefone, pitaco em rede social. São amigas e amigos me pedindo para dar pitaco em tudo que é assunto.
De repente passei a ver que não é tão desinteressante assim. É a tal autossabotagem me puxando o tapete novamente. Bitch!
Percebi que era a danada quando uma colega me disse que um certo assunto no qual estávamos conversando merecia um post. Acho que não sou tão desinteressante assim.

Mas o pontapé na minha bunda para voltar a escrever foi uma reportagem que assisti no Saia Justa do GNT ontem:


Medo de errar, que assunto hein? Depois disso decidi pegar mais leve. Comigo e com os outros.
E esta é mais uma experiência que divido com vocês. Amigos, leitores e amantes de pitacos despretensiosos que a blogueira aqui escreve.

Beijos

E até a próximha... que será em breve.

Mi

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Delícia de amor

Ontem em uma reunião de amigos foi falado sobre meu blog. Aí parei para pensar em quanto tempo faz que não atualizo... CARACA!!!
A vida anda bem corrida amigos. Ainda com relação ao meu último post. Estamos nos adaptando às coisas que vem acontecendo.

Marido viajando direto, Maria Luísa cobrando cada vez mais atenção... parece que pelo fato de ele estar fora, ela me cobra ainda mais. Pergunta muito do pai. E eu explico que ele está trabalhando. Se eu não dou atenção por ter outras coisas para fazer, ela chora, resmunga, cai e se machuca. Só para chamar a atenção.
Me divido em tantas ao longo do dia que às vezes eu nem sei como é possível. Algumas coisas eu só consigo colocar em ordem após as 20h00h, quando a Maria dorme. Este que seria meu horário de descanso. Acho que são reflexos do marido fora: minha filha coloca todas as cobranças e energias em mim.


Brincando de montar 

Aos finais de semana, quando ele está, parece que o tempo passa muito rápido. A maioria das coisas que planejo durante a semana, não conseguimos realizar. Seja pelo cansaço, seja por outros compromissos que surgem.

Estamos começando a cogitar a ideia de mudar de cidade, pois meu marido não está conseguindo acompanhar o desenvolvimento da filha. Saudade.


Ando cansada. Na verdade, ando exausta. Afinal, somado a tudo isso vem o cansaço de final de ano que todos nós sentimos.

Mas eu repito o mantra: tudo é uma fase. E nada melhor que o tempo para colocar as coisas nos eixos.
Em meio a este turbilhão, acontecem muitas coisas boas. Apesar dos pesares, ele está muito feliz com o trabalho novo. E isso da um gás em todos nós para aguentar o rojão rsrsrsrs

A Maria Luisa está amadurecendo com uma rapidez gigante. A cada dia é uma surpresa. Está dormindo na cama de solteiro e tomando banho em pé no chuveiro. Banheira e berço aposentados. Adaptação perfeita e sem traumas. Pontos para a mamãe e seu esforço diário em fazer as coisas da maneira certa.
Semana passada vencemos juntas o primeiro ataque de birra. Confesso que não foi fácil, mas me orgulhei de mim mesma por ter conseguido que ela entendesse e obedecesse através da negociação. Me rendeu até elogios por parte da escola. Criar uma filha sozinha não é fácil, pois, infelizmente é isso que acontece devido ao trabalho do meu marido. Eles só se veem final de semana.

Se liga no charme...


Minha sorte é que ela me ajuda muito a superar os dias ruins. Sorri na hora certa, faz carinho, me abraça. Apesar do temperamento forte e ser meio turrona, é inacreditavelmente carinhosa. Perfeita como todo filho sabe ser. E eu, esqueço tudo de ruim. Abraço, beijo, dou colo e faço cafuné... tarefas de mãe que eu ainda não sei se são mais gostosas para mim ou para ela.Que delícia de amor.

As mãozinhas no trabalho da escola. 


Boa semana amigos queridos.

Beijinhos

Mi

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Primeiro dia de aula – Mãe e filha nunca esquecem

Como todos que me acompanham pelas redes sociais já devem estar sabendo, hoje foi o primeiro dia de escolinha da Maria Luísa.
Prefiro falar escolinha porque o termo creche me lembra depósito de criança. Preconceito bobo, mas lembra.
Tentei vaga na escolinha pública aqui perto da minha casa, mas em vão. Tinha apenas 80 crianças na frente da Maria Luísa na fila de espera. Não era garantido que conseguiríamos a vaga nem para o ano que vem. Alô governo!!!!!!! Alô prefeitura!!!!
Então eu e meu marido decidimos “apertar” as finanças e colocar em uma escola particular. Por um lado é bom, pois já vamos acostumar com o “rombo” na conta bancária desde já rsrsrs

No inicio da semana, fomos eu e a filhota conhecer a escola. A professora pegou-a pela mão e levou para a salinha junto com os outros. “Mamães não podem entrar na salinha, pois o pé é sujo da rua” – Ok, eu espio de fora. Como espia? Venha conhecer a escola. E lá ficou meu bebê sozinho com os outros cotoquinhos.

Mais ou menos uma hora entre conhecer dependências, regras da escola, etc etc. Cadê Maria Luísa? Nem te ligo mamãe, quero mais é ficar aqui e brincar. Muita manha para trazer embora. Espero que seja assim quando for pra valer, pensei eu.

Coloquei a filhota no carrinho e fomos para a escola cedinho. Para minha surpresa ela começou a pular e dar risada só de enxergar a escola.

Porta da sala

Chegamos na sala e a professora retirou-a do carrinho e levou para brincar com as outras crianças. 

Nenhum sinal de manha. De vez em quando ela dava uma olhadinha para mim e sorria. Mas logo esquecia e voltava a brincar.

A olhadinha


Foi aí que a diretora gentilmente “me convidou a sair dali”. Ela me fez entender que a Maria estava super bem e que se ela chorasse muito me ligaria. Fui embora, com um misto de orgulho e preocupação. Muito estranho. É uma angustia e um alívio ao mesmo tempo. Isso existe?

Vim para casa e perto do meio dia fui buscar. Ela deu um sorriso tão lindo quando me viu que quase desmanchei ali. Mas aguentei firme!
Fomos para casa conversando e felizes da vida.

Moral da historia:

Não me lembro de ter sentido uma sensação tão estranha na minha vida. Acho que não estava preparada para ver meu bebê tão independente. Mas por outro lado foi incrível! Me deu uma sensação de dever cumprido, como se eu tivesse feito a coisa certa e na hora certa. Pelo que mamães mais experientes me disseram, essa sensação que senti vai existir sempre e a cada acontecimento novo. Acho que foi o primeiro grito de independência da Maria Luísa. Dos muitos que virão ao longo da vida. Se Deus quiser.

Beijinhos
Mi

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Amamentação: É bonito, saudável e está na moda.

Para quem não sabe, dia 01/08 foi o Dia Mundial da Amamentação. Durante toda esta semana está acontecendo diversas manifestações e eventos em prol da causa. Muito justa, diga-se de passagem.
O ato de amamentar é uma das melhores coisas de ser mãe. É um momento mágico que nos faz sentir femininas, fêmeas propriamente ditas.

Maria Luísa mamando com 2 dias de vida.
É um orgulho para quem é mãe saber que o leite que ela produz é o alimento essencial para seu filho. Que o bebê cresce forte graças a este alimento. Eu ficava toda boba, afinal, ninguém além de mim era capaz de tal proeza.

Meu recado para as mamães, é o mesmo que pregam por aí: NÃO DEIXE DE AMAMENTAR SEUS FILHOS.  Porém, vou enumerar os benefícios que eu senti na pele ok?
a) É uma vacina natural: Maria Luisa não ficou doente nenhuma vez enquanto mamou.
b) Bebê ganha peso: verdade. Nunca precisei “engrossar” mamadeira ou seja lá o que for para ela ganhar peso e ficar fortinha. Meu leite o fez.
c) Bebê tem menos cólica: Maria Luísa não teve cólicas terríveis. Apenas um pouco de gases presos até os 4 meses.  O leite materno é mais fácil de ser digerido do que o artificial, o que causa bem menos cólica.
d) Mamãe perde peso mais rápido: engordei 22 kg na gravidez e perdi tudo antes de ela completar um ano. Sem dieta nem exercício. Ou seja, se você se ajudar e fazer exercício, perde ainda mais rápido. São 800 calorias por dia só para produzir o leite!!!!
e) O útero volta para o lugar mais rápido: verdade. Cada vez que se dá de mamá, o útero contrai muito e manda embora tudo de ruim que fica no corpo.
f) Protege a mãe contra câncer de ovário e mama: Olha, eu tinha um tumor benigno no seio que sumiu. Talvez esteja relacionado.
g) Relação íntima com o bebe:  sem igual. É um momento só seu e de seu bebê. Muita troca de carinho. Quer ver quando eles são maiorzinhos e dão risada quando ganham a “maminha”.

Estes são alguns benefícios que lembro agora. Mas tem muitos outros como: está sempre prontinho e na temperatura certa. É muito bom não ter que levantar para fazer mamadeira no meio da noite no inverno.
Mas enfim, amamentem. Encorajem suas conhecidas a amamentar. Algumas mães não tem ideia do tamanho do beneficio para si e para seu filho.

Maria Luísa de 01 a 8 meses.

Não venha com historia de leite fraco. Isso não existe. É mito de vovó! Quando o bebê não se satisfaz, é porque não pega direito o peito e não mama o suficiente. Alguns bebês dormem no meio da mamada (Maria Luísa... oi!), aí você precisa acordar para voltar e mamar direito. Senão logo depois o danadinho acorda morrendo de fome.

Gente, lógico que existe mães que não conseguem amamentar. Algumas mulheres tem sim deficiência nas glândulas mamarias e não produzem leite o suficiente. Mas é uma minoria. O que falta é paciência e boa vontade de algumas mães. Quando a gente coloca um filho no mundo, tem que estar ciente que você “doou” sua vida àquele serzinho. Então tem que se esforçar.
Se você tem interesse e está com dificuldade, procure o Banco de Leite da sua cidade. Aqui em Blumenau o telefone é: (47)3326-7570 . Elas tem toda a paciência do mundo e ensinam as mães interessadas.

E se você, assim como eu, tiver muito leite a ponto de ter que jogar fora porque sobra, também procure o banco de leite. Doe seu excesso para crianças que precisam. Eu doei do primeiro ao 5° mês da minha filha. É um ato de amor dobrado.

Olhando nos meus olhos e fazendo carinho.

Inclusive, vale salientar que deixei de amamentar justamente por causa do excesso de leite. Meu organismo não "entendia" que à noite precisava produzir menos leite, pois a Maria Luísa não acordava mais para mamar. Resultado: mastite. E Maria Luísa não querendo mais o peito. Foi mais penoso para mim do que para ela, que pegou a mamadeira sem problemas. Mas depois aceitei que minha missão tinha sido cumprida: amamentei exclusivamente até os 6 meses  e segui amamentando até os 10 meses.
Porém confesso que às vezes penso no “se”. Se eu tivesse amamentado mais, de repente minha filha não tivesse desenvolvido estas alergias. Mas evito pensar, afinal, foi ela quem deixou o peito.

Post gigante, afinal este assunto rende muito que falar. Se alguém tiver dúvidas ou sugestões sobre o assunto e quiser conversar em particular, fique a vontade. Meu e-mail é xmichellix@gmail.com.

Beijinhos com sabor de mamãe!

Mi

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cupcake de Chocolate

Quinta-feira de chuva e frio. E lógico que a gente só tem vontade de comer.
Para colocar água na boca de meus leitores (EeEeEeEeE \o/), olha os cupcakes que fiz para o aniversário da minha mãe ontem:

Com direito a confeitos de coração e plaquinha de idade
Cupcake de chocolate com cobertura de chocolate ou doce de leite.

Hummm!!!! A Maria Luisa adora!

Minha degustadora oficial de Cupcakes
E vocês?

Beijinhos doces!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

29/06 - Um dia especial

Este post era para ter sido escrito logo cedo, mas hoje o dia foi muito corrido.
Era para ter sido escrito com calma e cuidado.
É um post de homenagem: hoje é aniversário da minha mãe.
Queria ter escrito algo elaborado, que realmente expressasse a importância do momento.

Dona Delmira está fazendo 50 aninhos hoje. Não é todo dia que se faz 50 anos, ainda mais com a vivacidade da minha mãe.

Esta e a qualidade que mais admiro nela (dentre tantas outras): sua vivacidade e positivismo. Ela não para. Trabalha, faz ginástica, passeia, brinca com a neta ... um turbilhão de atividades.

Almejo chegar saudável como ela aos 50 anos, pelo menos gostaria que assim o fosse. Principalmente para aproveitar a plenitude desta idade, em que se é madura e jovem o suficiente para aproveitar as coisas da vida. Sem pesares. Pois alguns compromissos que nos tornam pessoas meio pesadas aos 20 ou 30 anos, não existem a medida que o tempo passa.

Sinto isso principalmente ao ver o amor dela com minha filha. É um amor sem compromissos, sem preocupações, é simplesmente amor. É largar tudo para brincar, deixar a comida queimar porque está dando atenção à neta, é se jogar no chão e voltar a ser criança.

Fica aqui minha singela homenagem a esta pessoa tão especial e necessária. Duas partes de mim: minha mãe e minha filha.

Delmira e Maria Luísa  em 13/04/2011 – Aniversário da netinha

Mas enfim, acabei de chegar da casa e estou exausta. Estava na casa dela comendo cachorro quente e tomando muito quentão. Delícia.

Falando em delícia, fiz uns cupcakes de chocolate com doce de leite maravilhosos para o aniversário. Ficaram lindos . Amanhã posto a foto.

Beijinhos com gosto de chocolate.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pfffff... assoprando a poeira do blog

Sou obrigada a iniciar este post pedindo desculpas às pessoas que acompanham meu blog.
Sei que faz décadas que não posto mais. Porém houve razões para isso.
Um certo vírus chamado gripe invadiu minha casa.

Ele me jogou na cama e lá fiquei. Mentira pura. Porque o vírus pegou a Maria Luísa também. Correria, estresse, médico. Minha gripe fiz de conta que esqueci, para poder cuidar da dela.
Meu marido? Com gripe também. Mas falando sério? Nesta hora de “aperto” os filhos sempre pedem as mães. Pode ser o melhor pai do mundo, mas é a gente que eles querem.
Ele me ajudou muito nas madrugadas, quando eu não agüentei mais o cansaço de um bebê com 12,5kg no colo choramingando. Foram várias noites em claro, acompanhadas por choro, irritação por causa de nariz trancado, tosse e inalação. Fora os dias de febre. Muito paracetamol e soro no nariz depois, ela vem melhorando gradativamente. Está quase 100%.

É o segundo resfriado que a Maria Luísa teve. Sim, segundo! Acho que por isso ainda fico tão transtornada com ela doente. Para mim isto não é uma rotina. Perco o rumo, não penso em mais nada além dela e seu bem-estar. Não consigo dormir a noite. Mesmo nos dias críticos em que ela dormiu comigo, impossível pregar o olho. Vejo que algumas mães lidam com estas situações com muita tranqüilidade. Me pergunto se conseguirei chegar a este patamar um dia (risos).

Mas uma coisa é certa, esses resfriados começaram depois que ela fez um ano. Começaram depois que eu deixei de amamentar. Segundo a pediatra, isto não é mera coincidência. Leite materno faz toda a diferença sim! Amamentem seus filhos. Encorajem suas familiares e conhecidas a manterem a amamentação até os 02 anos de idade ou mais. Não é papo bobo de governo não. É a mais pura verdade. Infelizmente eu não pude amamentar mais tempo. Mas conto esta história em outro post.
Beijinhos.

PS: e o meu resfriado? Não teve vez. Teve que se curar na marra para poder cuidar de filha e marido doentes. Pois é.

domingo, 8 de maio de 2011

Ser mãe. Por mim mesma.

Eram 23:00h do dia 12/04/2010 e eu, uma barriguda de 80 quilos, fui tomar um longo banho morno depois de um dia exaustivo. Estava cansada, com dores nas pernas e nas costas. Nada anormal para uma grávida de 36 semanas (8 meses) que tinha passado o dia fazendo mil e uma coisas.
Não sei por que razão, mas minha disposição era imensa neste dia. Lavei a roupa, passei-as, fiz almoço especial e sobremesa. Trabalhei em algumas tabelas para meu marido, conferi novamente a bolsa da maternidade. Estava tudo certo.

Quando saí do meu banho fabuloso, percebi que as dores nas costas estavam me incomodando um pouco mais que o habitual. Deitei na cama, mas parecia que o sono não vinha. Sentia-me agitada. Parecia uma formiga de um lado para outro. Meu marido dormia.

Liguei o computador para ler um pouco. Comecei a ler mais sobre trabalho de parto, e as dores começaram a aumentar. Acordei meu marido e disse q não estava me sentindo muito bem. Fui ao banheiro e tinha sinal de sangue. Me preocupei. Começamos a arrumar as coisas para ir ao hospital fazer uma avaliação, afinal, sangue é sempre preocupante, embora ainda faltasse quase um mês para o prazo de a Maria Luísa nascer – 07/05/2010.

Arrumei tudo, troquei de roupa e fui ao banheiro novamente, aí veio a surpresa: o tampão que “veda” o colo do útero “caiu”. Começou a dilatação. Acho que está na hora.

No caminho para o hospital, as contrações foram aumentando e cada vez mais eu tinha certeza de que minha menina estava a caminho. Um sentimento de medo misturado com felicidade, ansiedade misturado com preocupação.

Ao chegar ao hospital, uma acadêmica veio me examinar. Eu já tinha 2 para 3 cm de dilatação. Ela chamou a enfermeira obstetra para verificar se eu ficaria ou voltaria para casa (meu pavor, tudo o que sempre desejei foi ter certeza da hora e não ficar indo e vindo). Ela fez o exame e eu já estava com 4 para 5 cm, em menos de meia hora!!! Me internaram na hora.

E assim o tempo foi passando. Contrações de tempo em tempo. Enfermeira monitorando para ver se estava tudo certo. Bolsa estoura. Ansiedade. Dor. Medo. Angústia que algo desse errado. A sensação estranha de você não ter nem ideia do que vem a seguir. Meu marido segurando a minha mão e repetindo que ia dar tudo certo. Sendo que eu sabia que ele estava com mais medo do que eu.

De repente a enfermeira grita: está na hora!!! Vamos conhecer sua filha Michelli? – A lágrima correu e o coração disparou. Vamos lá.  Parto normal. Sala de parto, tudo diferente do que vemos em filme. Não é tão bonito e você também não está tão bonita rsrsrs. A verdade é que neste momento, você esquece absolutamente tudo. A vergonha, o fato de estar sem roupa na frente de estranhos, seu marido te vendo naquela situação tão delicada. Em nenhum momento eu pensei em mim, no que poderia acontecer comigo. Eu estava focada apenas em colocar minha filha no mundo, o resto não importava. Surreal.

6:03h do dia 13/04/2010 (quase um mês antes do previsto), um choro forte ecoou naquela sala imensa. A música mais bonita que se pode imaginar. Eu olhei para aquele rostinho. Aqueles olhos grandes me olhando no fundo dos meus. O tempo parou. Sorri, chorei, agradeci a Deus por ter dado tudo certo, por meu parto ter sido rápido e fácil, por nós duas termos saúde e por eu ter sido capaz de ser mãe. O desconforto da gravidez, meu corpo com muitos quilos a mais (engordei 22!), o trabalho de parto, tudo sumiu. Éramos apenas eu e ela, num momento só nosso, protegidas pelo homem de nossa vida, que agora era pai. Uma família completa.



Ser mãe é uma coisa inexplicável. É sentir seu coração batendo fora do corpo. Sentir orgulho de saber que o leite que meu corpo produz alimenta minha filha. É chorar de alegria a cada descoberta. É ter vontade de abraçar e manter aquele bebê perto do seu corpo para o resto da vida. É abdicar de uma série de coisas em troca de outras que você nem é capaz de imaginar. Mas que são tão boas que fazem TUDO valer a pena.

Enfim, sejam mães.

Feliz Dia das Mães.

Beijinhos. 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Peripécias na cozinha

Confesso que antes de casar, a cozinha era o cômodo da casa em que eu tinha menos intimidade. Mal fritava um ovo e fazia arroz. Catastrófico.
A vida de casada acaba impondo certas coisas. E uma delas é a cozinha. São raros os homens que cozinham. E se cozinham, é esporádico.
Mal sabia eu que ia acabar gostando da situação. E que cozinhar, que antes parecia um martírio, tornar-se-ia um prazer gigantesco.
Entre erros e acertos e pesquisas ao google, fui aprimorando as técnicas.

Faço um ótimo pernil assado e meu feijão faz sucesso. Sou “mestre” em massas. E minha maionese é divina.
Ainda péssima em doces. Mas estou melhorando. Meus bolos já crescem... às vezes. Estou gostando de fazer cupcakes. Mas na hora de decorá-los já estou tão cansada que desisto. Sobremesas fáceis de liquidificador eu gosto!
Meu maior fracasso na cozinha foi o panetone. Nossa, ficou tão doce e tão duro que se jogasse na parede abriria um rombo. Meu marido me deu uma força: Ficou horrível isso! Meu pai comeu quase todos. Talvez por pena de mim. Pai é pai! (risos).

Estou aprendendo a cozinhar da maneira mais estranha e difícil que alguém pode aprender. O primeiro prato que fiz em minha casa foi para umas 12 pessoas. Sim, 12. A família do meu marido é grande, e eles costumam vir em caravana. Lembro que fiz um Yakisoba. Já havia feito antes. Mas nunca para um batalhão. Eu não tinha nem panela para cozinhar tanto macarrão. Se não fosse minha comadre Lu (que na época ainda não era minha comadre) me ajudar, não sei o que teria sido de mim. Talvez sentasse na cozinha e chorasse (risos).
Resumo da ópera: o macarrão ficou cozido demais e meio seco, acho que faltou molho. Mas o pessoal estava com tanta fome (demorou para ficar pronto) que comeu horrores. Faltou prato e talher para todos comerem. Lugar na mesa? Isso era luxo. Um fracasso moral para mim. Superado!

Deste dia até hoje, já se passaram 2 anos e 3 meses. E confesso que já estou muuuito melhor na cozinha. Não faço mais frango salgado demais e duro. Macarrão recozido e medo de panela pressão ficaram no passado.
Me orgulho de mim. Sou a prova de que na cozinha, como em qualquer profissão, se a gente faz com amor a coisa acontece. Só é preciso ter persistência, paciência e boa vontade.
Hoje adoro receber as pessoas em minha casa. E elas adoram ser convidadas para comer aqui. É um prazer. Exceto pelo último “convite” que recebi: minha “se convidou” para almoçar no Dia das Mães aqui em casa. Esperava ganhar um almoço fora (afinal sou mãe, né?), mas, quem disse que consigo recusar um “convite” desses?

Antes de ser mãe, sou filha.

Beijinhos!!!


PS: Estou a procura de uma receita de ENTREVERO. Ganhei uns pinhões lindos da minha comadre. Espero achar uma que dê certo de primeira. Se alguém souber... estou sempre aberta a novidades culinárias.