terça-feira, 17 de maio de 2011

Eu e o e-commerce - Parte 2

Aos meus leitores queridos, peço desculpas pela ausência. Fim de semana agitadíssimo e segunda-feira meio negra, regada à rinite, sinusite, dor de cabeça... e um bebê com dentinho nascendo. Quem tem filho, sabe como são os “dias negros”, quem não tem... vai descobrir :)

Em minhas “surfadas” por aí, tenho me deparado cada vez mais com reclamações feitas por clientes em sites como o Reclame Aqui. Não sei ao certo se isso virou modinha ou comodismo: mais fácil botar a boca no trombone do que tentar uma solução com as empresas. Também não sei ao certo se esses sites de reclamação realmente funcionam, pois nunca precisei usar. Na verdade, nunca tive um grande problema com compras em lojas virtuais.

Efetuo compras constantes em sites como Comprafacil, Extra, Americanas, Shoptime, Walmart. Comprafacil e Americanas possuem a eterna reclamação de atraso na entrega. Quando entregam. Shoptime (do mesmo grupo Americanas), falha de entrega, produto avariado e produtos com defeito de fabricação em marcas próprias. Wal Mart e seu Sac deficiente e por aí vai.

Walmart foi minha primeira aquisição mal-sucedida: um jogo de panela de inox. Comprei o jogo de panelas em inox e cabo inox e me mandaram de cabo preto. Fora que entregaram em outro edifício de minha rua. Sorte que o porteiro de lá veio me entregar aqui, senão seria mais um problema. Voltando aos cabos, foram uns 3 meses para conseguir a troca, entre coletar o errado e mandar o certo. O que me decepcionou na verdade não foi a sucessão de erros de logística. Foi o fato de tentarem me enganar: vender um produto que não tinha no estoque e mandar outro, de qualidade inferior, achando que está tudo bem. Traumatizou.





Melhor experiência, sem dúvidas, se chama Extra. Até hoje o que mais comprei e que nunca decepcionou. Entrega sempre antes do prazo, tudo arrumadinho e nenhum defeito até agora.

 



Com relação ao Americanas, um dos campeões de reclamações de todos os tipos, também não deixou a desejar. Já comprei livros, Ar-condicionado, geladeira. Sempre tudo entregue no prazo e em perfeitas condições. Já o Shoptime, um pouco diferente. Minha primeira compra neste site foi um simulador de caminhada para minha mãe. Produto chegou bem antes do prazo estipulado, mas a embalagem estava aberta. Ainda bem que era um produto resistente, senão teria vindo quebrado. A segunda experiência, um porta retrato digital, foi a mesma coisa. Embalagem amassada e cheia de poeira. Minha terceira e talvez última tentativa, foi um conjunto promocional de Jogo de Jantar Ônix + Faqueiro La Cuisine. Desta vez, para minha surpresa, tudo muito bem embalado. O problema foi a qualidade. Uma das colheres do faqueiro apresentou defeito de fabricação no inox após duas semanas de uso. Digo que talvez volte a comprar porque o Sac está sendo muito eficiente. Recebo boletim de como anda meu processo periodicamente por e-mail. Poucos dias após minha reclamação, o Correio veio coletar o faqueiro para levar para análise. Resta saber se vou receber de volta. Estou na expectativa.

     


Confesso que em minha última aquisição no Comprafacil, fiquei com medo, pois não tinha visto as reclamações na internet. Era um produto razoavelmente caro e artigo de primeira necessidade que não podia de maneira nenhuma atrasar para chegar: a cadeira de carro da Maria Luísa. Sim, eu poderia ter comprado antes. Mas... eles também tem o dever de entregar não é mesmo? Estresse por antecipação a parte, a cadeira chegou no ultimo dia do prazo, embalagem intacta e de brinde quatro carrinhos Hot Weehls e um baralho de Uno. Logo, não tenho reclamação nenhuma. Ganhamos diversão, carrinhos para a filhota brincar e economizei um bocado com um descontão que ganhei na cadeira dela. Sem dúvidas, uma das melhores cadeiras e de maior custo benefício que existe. Mas isso é assunto para outro post.

Beijinhos!



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Eu e o e-commerce - Parte 1

Existem coisas que a gente nega que vai fazer. Jura de pé junto! E persiste até o fim da vida. Outras, a gente vai se moldando. Jurei, por exemplo, que jamais seria loira, mas acabei cedendo. Prometi que não casaria sem ter uma carreira totalmente consolidada e pudesse sozinha pagar minhas contas e uma empregada. Não só casei, como já tenho uma filhinha lindademorrercomcoxasebochechasdeliciosas. Foi assim também com o e-commerce.

Minha rendição começou em meados de 2000, quando descobri que pesquisar os artigos na internet era muito mais rápido e detalhado do que ir a uma loja física. Depois, comecei a fazer pesquisas de preço na rede, mas sempre tentava comprar em loja física. Esses tais negócios via internet costumavam gerar muitos problemas e bla bla bla. Papo de velho.Velha, no meu caso =)

Até que conheci meu marido. Mais velho do que eu e mais desencanado. Que vergonha. Eu? Publicitária, cabeça aberta e com medo de transações online. Ele nunca havia efetuado compras, mas, efetuava todas suas transações bancárias e pagamento pela rede.

Quando nos casamos, me rendi ao e-commerce. A diferença de preços entre lojas físicas e virtuais era gritante. Se você compra um produto apenas, a diferença é pequena. Porém, se você praticamente mobília uma casa... a coisa muda de figura.

Deste dia em diante, comprar via internet se tornou um vício. Móveis, eletrônicos, eletrodomésticos, livros... lista infinita. Amo receber os e-mails especiais de promoções (Sei que a maioria das pessoas odeia. Mas leio todos. E repasso quando alguém precisa de algo). Virei uma espécie de consultora para assuntos de compras virtuais. Me perguntam onde achar o produto tal mais barato, quais lojas são confiáveis de comprar, como funciona entrega, enfim, consultoria de graça rsrsrs.

Mas não me incomodo nem um pouco com isso não. É muito bom ser útil, principalmente se levar em consideração que hoje “presto ajuda” sobre um assunto que há pouco mais de três anos era um bicho de sete cabeças para mim. Graças ao meu marido! Rsrsrsrsrs

Tomo a liberdade de citar aqui as empresas das quais comprei: Comprafacil, Extra, Americanas, Shoptime, Walmart (só para citar as maiores).

Amanhã faço um post sobre minhas histórias de sucessos e insucessos com estas empresas.

Beijinhos.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Descrevendo um domingo

Não sei como anda o dia-a-dia de vocês, mas o meu está lotado de coisas para fazer. Parece que quanto mais me desdobro, mais complicado é dar conta de minhas tarefas. Mas tenho me virado rsrsrsrs

Prometi falar do meu Dia das Mães e vou falar, mesmo com três dias de atraso. Na manhã de domingo, Maria Luísa acordou, mas não escutei. Acho que o Adair já estava acordado, por isso não deu tempo de ela chamar um pouco mais alto. O chamado matinal é gradativo. Começa baixinho e acaba em berros de Ma-Ma-Ma se eu demoro muito a resgatá-la do berço.

Os dois fizeram o café da manhã e vieram me acordar. Com sorrisos, beijos, abraços, presentes. Foi infinitamente melhor do que no ano passado, em que eu era uma “mãe fresquinha”, e não sabia ao certo como agir. Nem eu, nem o Adair. Passou meio que em branco. Mas desta vez foi perfeito.

O dia correu como o esperado. Minha família veio almoçar e convidei os vizinhos da frente também. Mesa cheia, falação, barulheira, risadas. Ingredientes perfeitos para um domingo. Ficar na cozinha (sim, realmente tive que ir para a cozinha) não foi tão ruim. Foi extramente prazeroso se comparado a alegria de estar rodeada de pessoas que adoro em um dia especial para mim.

Fiz um cardápio fácil e que não dava muito trabalho, afinal, ninguém merece ficar na frente do fogão a manhã inteira. Pernil assado, maionese, arroz, feijão e salada. Uma orgia alimentar. Apreciada por todos modéstia a parte. De sobremesa, banana caramelada e sorvete de creme (especialidade do meu vizinho!) e mousse de morango (especialidade da minha vizinha!).

Para surpresa geral da nação eu acertei em três doces nesta semana (UAU!). Para o dia das mães fiz uma torta de limão que ficou perfeita! Parecia de confeitaria! Um sucesso! E uma compota de maçã com gelatina. Ontem fiz cupcakes com massa de bolo formigueiro. Ficou tão fofinho que quase não deu parta decorar. Arrasei! Rsrsrsrs Até recebi elogio do Adair dizendo que quase posso abrir uma confeitaria! Vindo dele é um baita elogio! Me achei...

Falando nele, não sabia que eu estava escrevendo um blog. Achou hilário quando contei sobre as coisas que estou escrevendo. Primeira coisa que perguntou foi se falei do panetone. Eu disse que sim. Ele riu e disse que pode servir como uma espécie de utilidade pública. Morri de rir.

Primeiro achei o comentário dele engraçado, mas depois pensei melhor e acho que pode ser verdade. Minhas experiências podem servir de inspiração, divertimento, ou até consolo, dependendo do contexto rsrsrsrs

O que mais me deixa feliz, é o quanto tenho recebido elogios pelos posts. Obrigada a todos os recadinhos, e-mails, etc etc etc. Isso me inspira muito a continuar contando meu cotidiano.

Apenas sinto nem sempre ter tempo para escrever.

Beijinhos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Total falta de tempo!

Sem tempo para escrever. Infelizmente.

Amanhã tento postar como foi meu Dia das Mães (bem atrasado!)

Abaixo segue uma "piada" que recebi do meu marido por e-mail.

A apresentadora de um programa feminino de variedades pergunta à D.Irene, uma jovem senhora de 40 anos:
- A Senhora pode contar aos nossos telespectadores quais são as atividades de uma típica dona de casa?
- Ah, sim... De manhã, levo os meninos ao colégio. Depois, na volta do colégio, tenho três horas de atividades sexuais... Então, meu marido e filhos chegam pro almoço, almoçam, ele volta pro trabalho e as crianças vão fazer os deveres... Aí, tenho mais algumas horas de atividades sexuais até a noite, quando jantamos e vamos todos pra cama!
- Minha nossa! Desculpe, mas a senhora pode nos explicar em que consiste essas atividades sexuais?
Ah, lógico, explico sim! Atividade sexual é fazer tudo o que é foda: é foda varrer, é foda passar pano no chão, é foda lavar roupa, é foda arear as panelas, é foda lavar louças, é foda lavar cachorro, é foda arrumar camas, é foda costurar, é foda passar roupas, é foda limpar os vidros... Etc..etc...

Definição perfeita. 



Beijinhos

domingo, 8 de maio de 2011

Ser mãe. Por mim mesma.

Eram 23:00h do dia 12/04/2010 e eu, uma barriguda de 80 quilos, fui tomar um longo banho morno depois de um dia exaustivo. Estava cansada, com dores nas pernas e nas costas. Nada anormal para uma grávida de 36 semanas (8 meses) que tinha passado o dia fazendo mil e uma coisas.
Não sei por que razão, mas minha disposição era imensa neste dia. Lavei a roupa, passei-as, fiz almoço especial e sobremesa. Trabalhei em algumas tabelas para meu marido, conferi novamente a bolsa da maternidade. Estava tudo certo.

Quando saí do meu banho fabuloso, percebi que as dores nas costas estavam me incomodando um pouco mais que o habitual. Deitei na cama, mas parecia que o sono não vinha. Sentia-me agitada. Parecia uma formiga de um lado para outro. Meu marido dormia.

Liguei o computador para ler um pouco. Comecei a ler mais sobre trabalho de parto, e as dores começaram a aumentar. Acordei meu marido e disse q não estava me sentindo muito bem. Fui ao banheiro e tinha sinal de sangue. Me preocupei. Começamos a arrumar as coisas para ir ao hospital fazer uma avaliação, afinal, sangue é sempre preocupante, embora ainda faltasse quase um mês para o prazo de a Maria Luísa nascer – 07/05/2010.

Arrumei tudo, troquei de roupa e fui ao banheiro novamente, aí veio a surpresa: o tampão que “veda” o colo do útero “caiu”. Começou a dilatação. Acho que está na hora.

No caminho para o hospital, as contrações foram aumentando e cada vez mais eu tinha certeza de que minha menina estava a caminho. Um sentimento de medo misturado com felicidade, ansiedade misturado com preocupação.

Ao chegar ao hospital, uma acadêmica veio me examinar. Eu já tinha 2 para 3 cm de dilatação. Ela chamou a enfermeira obstetra para verificar se eu ficaria ou voltaria para casa (meu pavor, tudo o que sempre desejei foi ter certeza da hora e não ficar indo e vindo). Ela fez o exame e eu já estava com 4 para 5 cm, em menos de meia hora!!! Me internaram na hora.

E assim o tempo foi passando. Contrações de tempo em tempo. Enfermeira monitorando para ver se estava tudo certo. Bolsa estoura. Ansiedade. Dor. Medo. Angústia que algo desse errado. A sensação estranha de você não ter nem ideia do que vem a seguir. Meu marido segurando a minha mão e repetindo que ia dar tudo certo. Sendo que eu sabia que ele estava com mais medo do que eu.

De repente a enfermeira grita: está na hora!!! Vamos conhecer sua filha Michelli? – A lágrima correu e o coração disparou. Vamos lá.  Parto normal. Sala de parto, tudo diferente do que vemos em filme. Não é tão bonito e você também não está tão bonita rsrsrs. A verdade é que neste momento, você esquece absolutamente tudo. A vergonha, o fato de estar sem roupa na frente de estranhos, seu marido te vendo naquela situação tão delicada. Em nenhum momento eu pensei em mim, no que poderia acontecer comigo. Eu estava focada apenas em colocar minha filha no mundo, o resto não importava. Surreal.

6:03h do dia 13/04/2010 (quase um mês antes do previsto), um choro forte ecoou naquela sala imensa. A música mais bonita que se pode imaginar. Eu olhei para aquele rostinho. Aqueles olhos grandes me olhando no fundo dos meus. O tempo parou. Sorri, chorei, agradeci a Deus por ter dado tudo certo, por meu parto ter sido rápido e fácil, por nós duas termos saúde e por eu ter sido capaz de ser mãe. O desconforto da gravidez, meu corpo com muitos quilos a mais (engordei 22!), o trabalho de parto, tudo sumiu. Éramos apenas eu e ela, num momento só nosso, protegidas pelo homem de nossa vida, que agora era pai. Uma família completa.



Ser mãe é uma coisa inexplicável. É sentir seu coração batendo fora do corpo. Sentir orgulho de saber que o leite que meu corpo produz alimenta minha filha. É chorar de alegria a cada descoberta. É ter vontade de abraçar e manter aquele bebê perto do seu corpo para o resto da vida. É abdicar de uma série de coisas em troca de outras que você nem é capaz de imaginar. Mas que são tão boas que fazem TUDO valer a pena.

Enfim, sejam mães.

Feliz Dia das Mães.

Beijinhos. 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Busca pela qualidade de vida

Costumo ler as notícias do site G1 quase que diariamente. Mas ontem me deparei com uma que considerei especial (e um tanto curiosa).
Uma brasileira de Resende-RJ pode ser a mulher mais velha do mundo. Dona Sebastiana completou 116 anos em 03 de maio último.
A mulher considerada mais velha pelo Guiness seria uma americana de 115 anos.




Dona Sebastiana é lúcida. Conversa e canta. É muito querida pelos funcionários do asilo onde mora. Lugar em que chegou por conta própria, quando viu que não tinha mais condições de cuidar de si própria sozinha. Sozinha? Sim, sozinha. Ela não teve filhos e não tem família. Casou, mas fugiu do noivo na noite de núpcias. E desde então não teve mais marido ou companheiro. É feliz e não leva desaforo para casa. Se alguém fala algo e ela não concorda, retruca na hora.


Toda esta longevidade me fez pensar: o que nós estamos fazendo hoje para que possamos chegar pelo menos perto disso? E com qualidade de vida, como é o caso desta senhora?


Será que estamos cuidando bem do nosso corpo e de nossa mente? Cuidando de nosso corpo nos alimentando de maneira correta, fazendo exercícios físicos? E de nossa mente? Será que estamos alimentando-a de maneira correta? Será que estamos absorvendo coisas boas, aprendendo o que nos engrandece, amando o que realmente devemos amar?

Talvez o segredo da longevidade da D. Sebastiana seja o fato de ela não engolir sapos. Já experimentou contar quantos sapos engolimos por dia? Desde girinos até sapos-boi?

Não há como saber o segredo dela. Apenas cabe a cada um de  nós cuidar do nosso corpo e da nossa mente.

Não estou fazendo papel de boa samaritana, afinal, exercício físico eu detesto. Mas venho tentando mudar alguns hábitos ruins. A gravidez me fez melhorar bastante meu cardápio e mudar alguns hábitos. E alguns bons hábitos perduram até hoje: comer melhor e diversas vezes ao dia, não exagerar nas bebidas, ingerir bastante água, tentar manter a ansiedade sob controle, extravasar mais minhas emoções... entre outros.

Tento manter minha mente ocupada a maior parte do tempo. A melhor maneira de mantê-la sadia e sem pensar besteiras é não deixa-la ociosa. Leio, leio muito. Converso. Estou sempre com pessoas. Procuro coisas boas, como esta reportagem, para ler. E agora...escrevo!

Demonstro mais meus sentimentos, e recebo de volta. Amo, quando quero. Beijo quando quero. Tento abraçar o máximo que posso. Tento não engolir sapos e não me obrigo mais a ser agradável e querida com quem não merece.

E você? O que faz para melhorar sua qualidade de vida?

Beijinhos.

Fotos: Giovana Sanchez/G1

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Peripécias na cozinha

Confesso que antes de casar, a cozinha era o cômodo da casa em que eu tinha menos intimidade. Mal fritava um ovo e fazia arroz. Catastrófico.
A vida de casada acaba impondo certas coisas. E uma delas é a cozinha. São raros os homens que cozinham. E se cozinham, é esporádico.
Mal sabia eu que ia acabar gostando da situação. E que cozinhar, que antes parecia um martírio, tornar-se-ia um prazer gigantesco.
Entre erros e acertos e pesquisas ao google, fui aprimorando as técnicas.

Faço um ótimo pernil assado e meu feijão faz sucesso. Sou “mestre” em massas. E minha maionese é divina.
Ainda péssima em doces. Mas estou melhorando. Meus bolos já crescem... às vezes. Estou gostando de fazer cupcakes. Mas na hora de decorá-los já estou tão cansada que desisto. Sobremesas fáceis de liquidificador eu gosto!
Meu maior fracasso na cozinha foi o panetone. Nossa, ficou tão doce e tão duro que se jogasse na parede abriria um rombo. Meu marido me deu uma força: Ficou horrível isso! Meu pai comeu quase todos. Talvez por pena de mim. Pai é pai! (risos).

Estou aprendendo a cozinhar da maneira mais estranha e difícil que alguém pode aprender. O primeiro prato que fiz em minha casa foi para umas 12 pessoas. Sim, 12. A família do meu marido é grande, e eles costumam vir em caravana. Lembro que fiz um Yakisoba. Já havia feito antes. Mas nunca para um batalhão. Eu não tinha nem panela para cozinhar tanto macarrão. Se não fosse minha comadre Lu (que na época ainda não era minha comadre) me ajudar, não sei o que teria sido de mim. Talvez sentasse na cozinha e chorasse (risos).
Resumo da ópera: o macarrão ficou cozido demais e meio seco, acho que faltou molho. Mas o pessoal estava com tanta fome (demorou para ficar pronto) que comeu horrores. Faltou prato e talher para todos comerem. Lugar na mesa? Isso era luxo. Um fracasso moral para mim. Superado!

Deste dia até hoje, já se passaram 2 anos e 3 meses. E confesso que já estou muuuito melhor na cozinha. Não faço mais frango salgado demais e duro. Macarrão recozido e medo de panela pressão ficaram no passado.
Me orgulho de mim. Sou a prova de que na cozinha, como em qualquer profissão, se a gente faz com amor a coisa acontece. Só é preciso ter persistência, paciência e boa vontade.
Hoje adoro receber as pessoas em minha casa. E elas adoram ser convidadas para comer aqui. É um prazer. Exceto pelo último “convite” que recebi: minha “se convidou” para almoçar no Dia das Mães aqui em casa. Esperava ganhar um almoço fora (afinal sou mãe, né?), mas, quem disse que consigo recusar um “convite” desses?

Antes de ser mãe, sou filha.

Beijinhos!!!


PS: Estou a procura de uma receita de ENTREVERO. Ganhei uns pinhões lindos da minha comadre. Espero achar uma que dê certo de primeira. Se alguém souber... estou sempre aberta a novidades culinárias.