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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Chave na mão... Agora vai!

Então hoje chegou o tão esperado dia: a entrega das chaves do nosso novo apartamento. Conseguimos que a entrega fosse feita no ato da entrada do registro de imóveis e não apenas no final do processo. Isso foi muito bom, pois ganhamos uns 20 dias mais ou menos.
20 dias é um bocado de tempo para quem espera desde janeiro pela tão sonhada humilde residência (desculpe o trocadilho, foi inevitável).  Como o apartamento é novo, tem piso apenas nas partes frias que são os banheiros (yes, agora teremos 2), cozinha, lavação e sacada. O restante do apartamento está apenas com o contrapiso.

Vista da sala de dentro da cozinha. Sem piso ainda.


Aí começou nosso dilema: qual piso? A primeira opção era o laminado de madeira.  Pisos laminados são bonitos e práticos. Deixam o ambiente aconchegante. Mas chegamos a conclusão que seria meio inviável com criança pequena. Esses pisos são frágeis no quesito umidade. E umidade existe aos montes com um bebê de 2 anos: xixi no chão (desfralde, ai que desgaste que não acaba mais), suco no chão, água no chão. São frágeis também na questão de resistência a riscos, e isso com certeza inclui risco s de lápis, caneta, giz de cera... ahhh essas crianças...

Laminado é lindo né?

Como segunda opção, optamos pelo porcelanato mesmo. Apesar do estresse maior em contratar mão de obra e colocação, ele atenderá melhor nossas necessidades. Seu único porem é ser frio. Mas isso a gente acostuma.

A cor é um pouco mais clara que essa. Um bege mais escuro. N'ao sei explicar. Mas este é fosco e o que escolhemos é com brilho.


Alem do piso, eu queria muito fazer molduras de gesso.  Acho lindo e sofisticado. Apenas molduras, pois não gosto de teto rebaixado. Acho bonito se você mora em uma casa com pé direito alto, mas não em um apartamento padrão com seus 2,60m de altura. Parece que o rebaixado deixa o apartamento ainda menor. Me sufoca. Opinião pessoal. E lindos rodapés combinando com a sanca. Não, nada disso. Abortado o plano gesso. Explico o porquê.

Bem desse jeito que quero fazer. Sem muito mimimi

Como o apartamento é pequeno, vamos fazer todos os móveis embutidos. Minha condição é fazer todos os armários partindo do teto, pois detesto “coisas” empilhadas em cima de guarda-roupa, por exemplo.  E muitos armários para que caiba todas as tralhas que vejo jogadas pelos cantos em meu apartamento atual.

Como o dinheirinho hoje vai dar só para fazer a cozinha (feliz da vida, pelo menos deu para fazer a cozinha, yes!), os outros cômodos vão ter que  esperar um pouco. E os acabamentos de sanca e rodapé também, pois não vou colocar em todo o apartamento e ter que tirar depois por causa dos moveis. Custo não eh mesmo?
Ahhh minha cozinha americana. Ou o início dela :)

Apartamento novo é uma coisa louca. Não sei ao certo o que estou sentindo. Acho que é uma sensação parecida com comprar um carro zero. Embora eu nunca tivesse tido um, mas convivi de perto com quem teve. É como se estivéssemos escolhendo os opcionais do carro neste momento. Os opcionais seriam o tipo e a cor do piso, a cor do granito da cozinha, dos armários, os projetos que temos para este lugar. Um misto de orgulho e realização.

Vista da sacada

Apesar do saudosismo e do carinho que tenho pelo lugar onde moro hoje, ele nunca foi definitivo. E eu sempre soube disso. Entramos para morar aqui sabendo que sairíamos em pouco tempo. Mas o pouco tempo durou mais de três anos, impossível não se apegar.
Não investimos e nem fizemos nada de especial aqui com relação a melhorias e móveis. Sempre foi tudo provisório. Acho que por isso que estou me sentindo como se fosse “a primeira vez”. Porque esta sim vai ser nossa casa de verdade, do jeito que sonhamos, pois contempla tudo que queríamos. Vai ficar do jeito que almejamos. Nem que demore mais 5 anos, mas vai.

Acho que este post deveria se chamar Confissões de uma pitaqueira sonhadora. Rindo litros agora.

Beijinho povo!

Mi

Créditos das fotos: Apartamento, laminado (divulgação), gesso,  porcelanato.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Boas novas. Casa nova.


Quem convive comigo mais de perto sabe que desde o início do ano eu e meu marido decidimos que mudar para Joinville seria a melhor opção. Ele está trabalhando lá desde outubro do ano passado e está cada vez mais inviável morar longe. 



Ele, que sente falta de ter uma casa, pois está morando com a irmã. E eu e a Maria Luísa que ficamos sozinhas pelo menos 4 dias por semana. Na verdade, a Maria Luísa é um capítulo a parte. A cada dia que passa ela entende mais e melhor sobre a ausência do pai. Isso está sendo bem difícil de administrar. É duro ver minha filha chorando de saudade do pai. Meu trabalho eu tenho feito, que é abraçar, consolar e explicar que o papai precisa trabalhar. Mas tem horas que não surte muito efeito.

Quando é pequena é muito mais fácil ;)


Desde janeiro estamos procurando um apartamento para morar.  E eu confesso que não imaginava que seria tão difícil encontrar.  Você começa a procurar um certo tipo de apartamento, mas conforme vai visitando, você vai mudando de ideia. A verdade é que a gente sempre procura algo mais. Eu e o meu marido éramos convictos de apenas uma coisa: precisava ter 3 quartos. Quando chegou mais para o final, eu não abria mão de ter mais um banheiro e ele de ter churrasqueira na sacada. Queríamos que estivesse semi-mobiliado, pelo menos com cozinha pronta. E que ainda coubesse no valor que estávamos propostos a pagar. E acha? Não, não acha.
Sempre faltava algo. E então seguimos o conselho da corretora: Vocês vão saber quando for o apartamento de vocês. Vocês vão entrar e vão se sentir morando no lugar. E não era papo de corretora.

Visitamos TODOS os apartamentos disponíveis na cidade e que contemplavam mais ou menos o que idealizávamos: relativamente perto do centro, comércio com vida própria, escola, bairro tranquilo. Eu falo com convicção “todos” porque Joinville trabalha num sistema de rede e parceria entre as imobiliárias. Através de um só corretor você tem acesso aos imóveis de todas as imobiliárias.

De janeiro até abril nós visitamos mais de 30 imóveis. O que nós gostamos não deu negócio (rolo judicial). Os que tinham boa mobília, não contemplavam mais um banheiro ou a churrasqueira. Ou o apartamento era ótimo, mas era longe de tudo. Ou tudo era legal, mas não cabia no bolso. Foi muita sola de sapato e tempo gasto.
Quando tudo parecia perdido, minha corretora teimou em visitar um apartamento em um prédio novo ao lado do prédio dela. Eu disse que não, pois era muito caro e eu não queria passar raiva. Ela insistiu para matar tempo, afinal eu tinha que esperar a minha carona chegar.



E a danada estava certa: eu me senti morando naquele lugar. Como pode? Eu me senti morando num apartamento  que não tinha nem piso!!!!!  Nisso meu marido chegou, e para nossa surpresa se sentiu do mesmo jeito que eu. O único porém é que estava totalmente fora do que podíamos pagar. Estava custando R$50.0000,00 a mais do que o valor que estávamos procurando. Fora o fato de que é muita despesa além do apartamento. Piso para colocar, acabamentos para fazer, mobília. Não dava mesmo.

Voltamos para Blumenau com a pulga atrás da orelha e no caminho mesmo decidimos vender o apartamento de Blumenau. Ô dor no coração. Mais do que financeiro (porque afinal, manter o apartamento aqui é uma fonte de renda), é a dor emocional. Não tem como deixar o saudosismo de lado. Eu e o Adair entramos aqui como duas pessoas, e hoje somos uma família. Nossa família nasceu aqui. Um casal, depois um bebê. É muito apego.

Segundo aniversário da Maria Luísa no nosso lar. Apego na última potência.


Fizemos a proposta para a construtora num valor R$20.000,00 abaixo do proposto. E para nossa surpresa eles aceitaram. A explicação veio depois: era uma das últimas unidades e eles queriam vender logo para concentrar esforços de venda para outro empreendimento.

Fechamos negócio. Faz conta daqui, faz conta de lá. Decidimos não vender o apartamento de Blumenau. Colocamos todas as economias nesse sonho e vamos apertar a situação financeira. Tenho certeza que vai valer a pena.

Agora é só aguardar os trâmites legais finais na Caixa Econômica. Falta ainda uma assinatura no contrato, registro de imóveis e a chave é nossa.

Residencial Alamedas - Onde construiremos nosso novo lar.


Desculpe o post grande. Mas eu tinha que compartilhar com vocês mais esta vitória!

Beijinhos
Mi

Fotos: Acervo pessoal | Divulgação.