Quem convive comigo mais de perto sabe que desde o início do
ano eu e meu marido decidimos que mudar para Joinville seria a melhor opção.
Ele está trabalhando lá desde outubro do ano passado e está cada vez mais
inviável morar longe.
Ele, que sente falta de ter uma casa, pois está morando
com a irmã. E eu e a Maria Luísa que ficamos sozinhas pelo menos 4 dias por
semana. Na verdade, a Maria Luísa é um capítulo a parte. A cada dia que passa
ela entende mais e melhor sobre a ausência do pai. Isso está sendo bem difícil
de administrar. É duro ver minha filha chorando de saudade do pai. Meu
trabalho eu tenho feito, que é abraçar, consolar e explicar que o papai
precisa trabalhar. Mas tem horas que não surte muito efeito.
Quando é pequena é muito mais fácil ;) |
Desde janeiro estamos procurando um apartamento para
morar. E eu confesso que não imaginava
que seria tão difícil encontrar. Você
começa a procurar um certo tipo de apartamento, mas conforme vai visitando,
você vai mudando de ideia. A verdade é que a gente sempre procura algo mais. Eu
e o meu marido éramos convictos de apenas uma coisa: precisava ter 3 quartos.
Quando chegou mais para o final, eu não abria mão de ter mais um banheiro e ele
de ter churrasqueira na sacada. Queríamos que estivesse semi-mobiliado, pelo
menos com cozinha pronta. E que ainda coubesse no valor que estávamos propostos a
pagar. E acha? Não, não acha.
Sempre faltava algo. E então seguimos o conselho da
corretora: Vocês vão saber quando for o apartamento de vocês. Vocês vão entrar
e vão se sentir morando no lugar. E não era papo de corretora.
Visitamos TODOS os apartamentos disponíveis na cidade e que
contemplavam mais ou menos o que idealizávamos: relativamente perto do centro,
comércio com vida própria, escola, bairro tranquilo. Eu falo com
convicção “todos” porque Joinville trabalha num sistema de rede e parceria
entre as imobiliárias. Através de um só corretor você tem acesso aos imóveis de
todas as imobiliárias.
De janeiro até abril nós visitamos mais de 30 imóveis. O que
nós gostamos não deu negócio (rolo judicial). Os que tinham boa mobília, não
contemplavam mais um banheiro ou a churrasqueira. Ou o apartamento era ótimo,
mas era longe de tudo. Ou tudo era legal, mas não cabia no bolso. Foi muita sola de sapato e tempo gasto.
Quando tudo parecia perdido, minha corretora teimou em
visitar um apartamento em um prédio novo ao lado do prédio dela. Eu disse que
não, pois era muito caro e eu não queria passar raiva. Ela insistiu para matar
tempo, afinal eu tinha que esperar a minha carona chegar.
E a danada estava certa: eu me senti morando naquele lugar.
Como pode? Eu me senti morando num apartamento que não tinha nem piso!!!!! Nisso meu marido chegou, e para nossa
surpresa se sentiu do mesmo jeito que eu. O único porém é que estava totalmente fora do que podíamos pagar. Estava custando R$50.0000,00 a mais do que o valor que estávamos procurando. Fora o fato de que é muita despesa além do apartamento. Piso para colocar, acabamentos
para fazer, mobília. Não dava mesmo.
Voltamos para Blumenau com a pulga atrás da orelha e no
caminho mesmo decidimos vender o apartamento de Blumenau. Ô dor no coração.
Mais do que financeiro (porque afinal, manter o apartamento aqui é uma fonte de
renda), é a dor emocional. Não tem como deixar o saudosismo de lado. Eu e o
Adair entramos aqui como duas pessoas, e hoje somos uma família. Nossa família
nasceu aqui. Um casal, depois um bebê. É muito apego.
Segundo aniversário da Maria Luísa no nosso lar. Apego na última potência. |
Fizemos a proposta para a construtora num valor R$20.000,00
abaixo do proposto. E para nossa surpresa eles aceitaram. A explicação veio
depois: era uma das últimas unidades e eles queriam vender logo para concentrar
esforços de venda para outro empreendimento.
Fechamos negócio. Faz conta daqui, faz conta de lá.
Decidimos não vender o apartamento de Blumenau. Colocamos todas as economias
nesse sonho e vamos apertar a situação financeira. Tenho certeza que vai valer
a pena.
Agora é só aguardar os trâmites legais finais na Caixa
Econômica. Falta ainda uma assinatura no contrato, registro de imóveis e a
chave é nossa.
![]() |
Residencial Alamedas - Onde construiremos nosso novo lar. |
Desculpe o post grande. Mas eu tinha que compartilhar com vocês
mais esta vitória!
Beijinhos
Mi
Fotos: Acervo pessoal | Divulgação.
Fotos: Acervo pessoal | Divulgação.
Adorei o post grande, vocês merecem Mi e tenho certeza que serão muito felizes no novo lar!!
ResponderExcluirA Maria vai se esbaldar nessa piscina kkkk
Beijoo =**
A Maria Luísa quase nem gosta de piscina hahahahahaa
ExcluirObrigada amiga! Quem sabe lá em Joinville vc me visite mais né ;)))
Beijinho
Parabéns Michelli!!!!!!!!
ResponderExcluirQue tudo dê certo nessa nova etapa da vida de vcs.
Bjos.
Obrigada Grazi!
ExcluirVocê é uma querida!
Te admiro muito.
beijos